Contratação de 850 enfermeiros e assistentes operacionais vai custar 14,4 milhões ao ano

Hospitais já começaram a contratar 850 novos profissionais. ARSLVT admite recorrer a bolsa de recrutamento para garantir que novos profissionais chegam mais rápido aos hospitais.

As novas contratações para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão custar aos cofres do Estado 14,4 milhões de euros ao ano, disse ao ECO fonte oficial do ministério de Marta Temido. Os hospitais já estão a recrutar os novos profissionais. Lisboa e Vale do Tejo vai ter mais 143 enfermeiros e 127 assistentes operacionais.

O Ministério da Saúde anunciou no sábado a contratação de 850 novos profissionais para o SNS. Em resposta às perguntas do ECO, fonte oficial do ministério de Marta Temido adianta que “face ao volume de contratações (450 enfermeiros e 400 Assistentes Operacionais) e estando em causa contratos sem termo, o impacto financeiro corresponde a aproximadamente 14,4 milhões de euros ao ano”.

No comunicado enviado no sábado, o ministério associava estas contratações à necessidade de reforçar a capacidade de resposta do SNS numa altura em que os hospitais são mais procurados por causa do inverno e da gripe. Questionado sobre se os novos profissionais estarão no terreno a tempo, o Ministério da Saúde garantiu que os hospitais já estão a contratar.

“Este primeiro reforço de recursos humanos no SNS vai ao encontro a necessidades permanentes dos hospitais e considera também o período sazonal do inverno associado a uma maior atividade gripal e aumento da procura dos cuidados hospitalares, que implica a necessidade de robustecer a capacidade de resposta dos hospitais. Estas contratações decorrerão celeremente e os hospitais já estão a proceder às novas admissões de profissionais.”

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou esta semana que Portugal está no início da atividade gripal. Só depois disso haverá um pico, uma altura em que é classificada como epidemia.

Quantos enfermeiros vão para cada região

Ao ECO duas administrações regionais de saúde confirmaram as contratações.

“A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) informa que aos hospitais da Região foram atribuídas cerca de 32% do total de vagas recentemente autorizadas pelo Governo para enfermeiros e assistentes operacionais. Os hospitais a que esta medida se aplica estão já a proceder à contratação de profissionais de saúde, recorrendo em alguns casos às suas bolsas de recrutamento, de forma a agilizar o processo e poder dar resposta ao plano de contingência já em curso“, disse fonte oficial ao ECO.

A mesma fonte acrescentou que, no caso de Lisboa e Vale do Tejo, vão ser recrutados 143 enfermeiros e 127 assistentes operacionais, a título permanente. Os novos profissionais vão para os quadros de 10 dos 16 hospitais da ARLVT, onde se incluem o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (onde se inclui os hospitais da Estefânia, São José e Maternidade Alfredo da Costa), o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (a que pertence o Santa Maria) e o Hospital Garcia de Orta, em Almada.

De fora deste lote de contratações ficam 6 que são Parcerias Público-Privadas (caso dos hospitais de Cascais, Vila Franca de Xira e Loures) ou não têm serviços de urgência geral (caso do IPO, Instituto Gama Pinto e Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa), explica a mesma fonte.

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) informou que “cerca de 20% [das vagas] destinam-se aos hospitais da área de influência da ARSC”. Ou seja, os hospitais daquela zona do país terão direito a cerca de 170 novos profissionais.

No comunicado, o Ministério da Saúde dizia que este era o “primeiro” reforço deste ano, mas nas respostas enviadas ao ECO não quis revelar com que meta anual trabalha. “O Ministério da Saúde está empenhado e a trabalhar para continuar a valorizar as necessidades de recursos humanos no SNS.”

Já a Administração Regional de Saúde do Algarve avançou que “no caso da Região do Algarve serão 22 enfermeiros (o que corresponde a cerca de 4,9% do total nacional das vagas) e 19 Assistentes Operacionais (o que corresponde a cerca de 4,75% do total nacional), sendo que o processo de recrutamento por parte do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) já a está decorrer”.

“Para a região de saúde do Alentejo, foi autorizada a contratação, em regime de contrato individual de trabalho sem termo, de 31 enfermeiros e 28 assistentes operacionais“, avançou a ARS do Alentejo, acrescentando que “as unidades de saúde da região a proceder à contratação dos profissionais tendo em consideração a quota atribuída e as necessidades identificadas”.

A ARS Norte informa que as instituições abrangidas vão poder beneficiar de “160 novos enfermeiros e 142 Assistentes Operacionais”.

(Notícia atualizada pela última às 15:18 de 23 de janeiro com informação sobre a região Norte)

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