Metro vai chegar a Santos e Estrela. Governo admite expansão até Alcântara. Este é o mapa da nova rede

Lançado o concurso, os interessados no projeto têm 30 dias para apresentar as suas propostas. As obras deverão estar concluídas até ao início de 2023.

Está lançado o concurso de expansão da rede metropolitana de Lisboa, com a construção de duas novas estações, em Santos e na Estrela, que vai resultar numa grande linha circular, a ligar o Cais do Sodré aos principais pontos do centro da cidade. A expansão poderá não ficar por aqui: nos planos está já o alargamento de uma das linhas até Alcântara.

O lançamento do concurso teve lugar, esta terça-feira, numa cerimónia na estação do Alto dos Moinhos, que contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa, do ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, bem como com o presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa, Vítor Domingues dos Santos. Entre todos, houve um ponto em comum: a defesa da linha circular e da abertura de estações em Santos e na Estrela, em resposta às críticas que têm sido feitas a esta solução, sobretudo por se considerar que a mesma não responde à população que vive fora do centro da cidade.

“Sempre tive muita dificuldade em compreender a polémica em torno da linha circular. Este é o investimento que melhor estrutura toda a rede de metro. Sendo em Lisboa, é aquele que melhor serve quem vem de fora, nomeadamente quem vem de Cascais e da margem Sul”, apontou Matos Fernandes.

O Governo avança, assim, com o plano que tinha sido anunciado ainda em 2017. A expansão do metro de Lisboa implica um investimento de 210,2 milhões de euros, dos quais 127,2 milhões serão provenientes do Fundo Ambiental e outros 83 milhões do Fundo de Coesão, através do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), havendo ainda uma fatia que será financiada com a alienação de um terreno da Metropolitano de Lisboa em Sete Rios.

O resultado será a construção de perto de dois quilómetros de linha, em túnel, e de duas novas estações. A de Santos ficará localizada junto ao edifício do Batalhão dos Sapadores de Lisboa, na Avenida D. Carlos I, enquanto a da Estrela ficará na Calçada com o mesmo nome, junto ao antigo Hospital Militar. O investimento servirá ainda para avançar com intervenções nos viadutos do Campo Grande, nomeadamente no ponto de ligação das atuais linhas verde e amarela. A obra vai permitir, antecipa o Governo, um aumento de 8,9 milhões de passageiros por ano (dos atuais 168 milhões), enquanto o tempo de espera deverá baixar para os três minutos.

Lançado o concurso, os interessados no projeto têm 30 dias para apresentar as suas propostas. O Governo espera ter este processo concluído no verão, para que as obras possam avançar em outubro, devendo estar concluídas até ao final de 2022 ou início de 2023. Este será o aspeto da nova rede do metro:

Mas estas poderão não ser as últimas alterações. Durante a cerimónia desta manhã, tanto Fernando Medina como João Pedro Matos Fernandes aludiram à expansão da rede do metro até Alcântara, para além de um posterior alargamento da linha amarela, que com estas obras ficará significativamente mais curta.

Esta solução, garantiu o presidente da Câmara de Lisboa, “não compromete outras”. O próximo passo poderá ser estender a linha vermelha, que hoje liga o Saldanha ao Aeroporto Humberto Delgado, até Alcântara. Outra das empreitadas seria prolongar a linha amarela, que passará a terminar em Telheiras, até ao Colégio Militar (na linha azul). O mesmo foi admitido pelo ministro do Ambiente. “A expansão até Alcântara é uma obra complexa, mas possível, desde que encostada à Avenida Infante Santo. A decisão caberá à Câmara Municipal de Lisboa”, afirmou.

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