CDS quer que Governo envie acordo com ANA ao Parlamento

  • Lusa
  • 10 Janeiro 2019

Os democratas cristãos alegam que ainda não foram revelados pormenores sobre as responsabilidades do Estado e da ANA no que respeita ao novo aeroporto de Lisboa.

O CDS-PP pediu ao Governo, esta quinta-feira, que envie ao Parlamento, com caráter de urgência, o acordo assinado na terça-feira com a ANA – Aeroportos de Portugal para a construção do novo aeroporto do Montijo.

Para o CDS, é “fundamental que, numa atitude de transparência”, seja conhecido o “acordo alcançado”, lê-se no requerimento enviado ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas através da Assembleia da República.

Os democratas cristãos alegam que, até ao momento, não foram revelados “pormenores sobre as responsabilidades de cada parte, particularmente no que respeita aos custos de transferência parcial da base militar, ou pormenores sobre a responsabilidade financeira referente ao desenvolvimento de outras infraestruturas que servem o novo aeroporto”, acrescenta o CDS.

A ANA – Aeroportos de Portugal e o Estado assinaram na terça-feira o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, que prevê um investimento de 1,3 mil milhões de euros até 2028. Este valor inclui a extensão do atual aeroporto de Lisboa e a transformação da base aérea do Montijo, cujo início de funcionamento está previsto para 2022.

Para o primeiro ano de funcionamento do novo aeroporto estão previstos sete milhões de passageiros.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

CDS quer que Governo envie acordo com ANA ao Parlamento

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião