Com novo aeroporto, plataformas de transporte olham para o Montijo

Taxify, Chauffeur Privé e Uber já operam no Montijo, enquanto a Cabify admite que vai dar cobertura à região quando o novo aeroporto entrar em funcionamento.

Não são só as imobiliárias a estarem de olhos postos no Montijo. Também as plataformas eletrónicas de transporte estão a olhar para este mercado da margem sul do Tejo como uma oportunidade com grande potencial, depois da oficialização da expansão do aeroporto de Lisboa para esta zona do país. Apesar de três das principais aplicações já terem cobertura naquela região, há uma que está a estudar alargar o serviço para a zona da atual base aérea, que deverá ser convertida à aviação civil até 2022.

“Assim que o aeroporto abrir, contamos ter área de operações lá”, revela fonte oficial da Cabify ao ECO. “Naturalmente, dada a nossa área de negócio, pontos críticos de mobilidade, como aeroportos, fazem parte integrante da nossa rotina”, explica a empresa, que foi durante algum tempo a única concorrente da Uber no mercado português.

Assim que o aeroporto abrir, contamos ter área de operações lá.

Fonte oficial da Cabify

Com a entrada em vigor da regulamentação das plataformas eletrónicas, o mercado tem vindo a desenvolver-se. Para além da Uber e da Cabify, existem outras duas empresas a operar e outra que acabou por desaparecer do mapa. São elas a estoniana Taxify e a francesa Chauffeur Privé, que mantêm operações em várias regiões do país (mais a Chofer, uma alternativa portuguesa que acabou por sucumbir a uma fraude, como noticiou o ECO no ano passado).

No que toca à Taxify, fonte oficial da empresa garante que já tem operações na região próxima àquele que será o novo aeroporto. “A operação da Taxify em Lisboa cobre a zona do Montijo. Portanto, teremos o serviço disponível quando o aeroporto ficar concluído”, indica. Já fonte oficial da Chauffeur Privé, a mais recente plataforma a entrar no mercado, também lembra que já presta cobertura naquela zona.

Fonte oficial da Uber Portugal, contactada pelo ECO, não respondeu a tempo de publicação deste artigo. Mas a empresa também presta serviço nesta região e é previsível que haja um reforço da cobertura na sequência da anunciada expansão do aeroporto de Lisboa para o Montijo, nomeadamente com a criação de uma fila de espera virtual, como acontece no aeroporto da capital.

Uma fonte do mercado explicou que, para as plataformas eletrónicas, alargar a cobertura é algo que é “fácil de fazer” — o mais difícil é garantir a presença de motoristas para prestarem o serviço naquela região. Mas, quando o aeroporto estiver concluído, esse também não deverá ser um problema.

A conversão da Base Aérea n.º6 do Montijo num aeroporto para aviação comercial e civil ficou mais próxima esta terça-feira. Numa cerimónia ao mais alto nível, que decorreu no local esta terça-feira, o Governo assinou com a ANA o acordo que estabelece o modelo de financiamento da expansão do Aeroporto Humberto Delgado.

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