Investidores às escuras sobre negociações entre a China e os EUA. Wall Street interrompe rally

As bolsas norte-americanas interromperam o rally de quatro dias. A ausência de informação em torno das negociações entre China e EUA está a deixar os investidores inquietos.

As bolsas norte-americanas inverteram a tendência das últimas sessões, registando perdas esta quinta-feira. Depois de três dias de negociações ao mais alto nível entre a China e EUA para travar a guerra comercial, o sentimento é de desilusão face à falta de informação sobre o resultado das conversações. A fatura está a ser passada a Wall Street, que interrompe assim o rally de quatro dias, caracterizado por uma forte recuperação dos três principais índices.

Acompanhando a tendência da generalidade das congéneres europeias, o S&P 500 cai 0,54%, para 2.571,01 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq derrapa 0,70%, para 6.908,47 pontos. O Dow Jones, que tem beneficiado da recuperação expressiva do preço do petróleo, recua 0,38%, para 23.787,34 pontos. A matéria-prima está a desvalorizar nos mercados internacionais, num dia em que o preço do barril cai em Nova Iorque 1,24%, para 51,71 dólares.

Depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês ter dito que as negociações entre China e EUA estavam a ser levadas “a sério”, e de o Presidente Donald Trump ter garantido no Twitter que as conversações estavam a “evoluir bem”, os investidores ficaram entusiasmados com a ideia de que os dois países iriam finalmente chegar a um acordo para travar a escalada das taxas aduaneiras sobre as importações. Contudo, um dia depois do fim dos encontros entre as duas delegações, ainda não se conhecem quaisquer resultados concretos.

Além disto, o setor do retalho é um dos mais pressionados esta quinta-feira, face aos sinais de que as vendas na época do Natal poderão não ter corrido tão bem quanto o esperado. As ações da Amazon estão a derrapar 1,35%, para cerca de 1.638 dólares. A Walmart desvaloriza 1,48%, para perto dos 93,4 dólares cada título.

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