Portugueses vão receber estes três alertas em caso de catástrofe

O novo sistema nacional de alerta e aviso entrou em vigor no início do ano. Visa reforçar os meios de prevenção e intervenção em casos de catástrofes e melhorar a comunicação com as populações.

Já entrou em vigor o novo sistema nacional de alerta e aviso às populações, numa medida que visa reforçar os meios de prevenção e intervenção em caso de acidente grave ou catástrofe, como incêndios ou temporais, e melhorar a comunicação entre as autoridades de proteção civil e as populações.

No âmbito do Sistema Nacional de Monitorização e Comunicação de Risco, de Alerta Especial e de Aviso à População, cujo decreto-lei que dá corpo ao sistema foi publicado esta sexta-feira em Diário da República, as populações vão passar a receber a partir de agora três tipos de comunicações de risco da parte das autoridades:

  • Monitorização e comunicação de risco: Comunicar, por email ou telemóvel, por exemplo, que aconteceu ou está na iminência de acontecer um acidente grave;
  • Alerta especial – Declarar e comunicar, por email ou telemóvel, o Alerta Especial para os territórios potencialmente atingidos, reforçando a mobilização e prontidão dos agentes de proteção civil;
  • Aviso de proteção civil – Comunicar, por televisão, telemóvel ou redes sociais, por exemplo, o aumento de risco ou aconselhar as populações a tomarem medidas para se protegerem.

Estas comunicações deverão incluir a identificação do emissor e do destinatário, a identificação das características do evento que justificam o envio da mensagem, o âmbito territorial e temporal do evento e ainda outras informações tais como os comportamentos de autoproteção que devem ser adotados.

O novo sistema vai gerir a informação entre as diversas autoridades de proteção civil e todas as entidades envolvidas nas áreas de comunicação de riscos e alertas, colaborando com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) organizações como o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Direção-Geral da Saúde ou até a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, entre outras.

“Por exemplo: o IPMA informa que pode vir a acontecer um tsunami e a ANEPC comunica o aviso de proteção civil à população“, explica o decreto-lei que entrou em vigor logo no dia 1 de janeiro. O mesmo procedimento aplicar-se-á em caso de incêndio ou outra catástrofe ou acidente grave.

Os meios de comunicação social nacionais e locais, assim como os operadores de telecomunicações, também são chamados a colaborar dentro deste novo sistema que surge na sequência dos graves incêndios que ocorrem em Portugal no ano passado, em Pedrógão Grande (junho) e região Centro (outubro) e que fizeram mais de 100 mortos.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugueses vão receber estes três alertas em caso de catástrofe

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião