WeWork muda de nome. Agora é The We Company

Depois da ronda de financiamento de dois mil milhões de dólares, o grupo internacional de espaços de cowork está avaliado em 47 mil milhões.

A rede de espaços de cowork WeWork vai mudar de nome para The We Company, revelou o CEO da empresa à Fast Company. Depois da ronda de investimento do SoftBank, que chegou aos dois mil milhões de dólares no início de janeiro, a WeWork de Adam Newmann, que alcançou uma avaliação de 47 mil milhões, dá os primeiros passos numa nova fase de crescimento.

O anúncio da mudança foi feito na conferência anual interna da empresa fundada há nove anos, sendo confirmado depois numa entrevista concedida pelo CEO. No evento, Neumann explicou que a ambição da empresa passa por procurar oportunidades além do real estate comercial. “Em vez de alugarmos apenas secretárias, a empresa pretende ter impacto em todos os aspetos da vida das pessoas, tanto a nível físico como digital”, disse.

Apesar do crescimento nos últimos anos — e dos planos de expansão da rede de espaços de cowork –, nos três primeiros trimestres do ano passado, a empresa gerou 1,25 mil milhões de dólares mas registou prejuízos de 1,22 mil milhões no mesmo período. E as perspetivas não são muito animadoras, alerta a revista: é que duas das localizações onde a WeWork tem espaços apresentam quebras nos preços.

O plano estratégico da empresa passa agora pelo foco em três áreas de negócio: WeWork, de escritórios; WeLive, de unidades residenciais; e WeGrow, que até agora inclui projetos de escolas pré-primárias e uma academia de código. E a expansão deverá continuar, alerta o CEO, antecipando novas aquisições e a contratação de, pelo menos, mais 1.000 engenheiros em 2019.

O grupo conta já com um investimento do SoftBank na ordem dos dez mil milhões de dólares. A Fast Company conta que, poucos dias antes do Natal, o CEO se preparava para assinar novo acordo com o banco japonês que rondava os 20 mil milhões. Só que, pelo fraco desempenho do SoftBank na bolsa, o negócio não iria avançar. Só que Neumann não desistiu e, um dia depois, voltou à mesa das negociações. A história continua.

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