Banca continua a desiludir. China põe Wall Street no verde

Os resultados do setor bancário voltaram a desiludir mas, desta vez, as bolsas norte-americanas estão a conseguir escapar às perdas. Os investidores estão otimistas quanto aos estímulos na China.

Os resultados do setor bancário voltaram a desiludir os investidores mas, nesta sessão, as principais bolsas norte-americanas estão a conseguir escapar às perdas. Um dia depois de o Citigroup ter apresentado resultados abaixo dos estimados pelos analistas, esta terça-feira foi a vez do JP Morgan e do Wells Fargo desanimarem os mercados. Contudo, os estímulos que a China quer implementar na economia permitem manter os mercados em terreno positivo.

O principal índice dos Estados Unidos, S&P 500, abriu a ganhar 0,1% para 2.585,10 pontos, assim como o tecnológico Nasdaq que está a avançar 0,37% para 6.931,39 pontos. Já o industrial Dow Jones está a valorizar 0,02% para 23.914,11 pontos, ainda que um pouco penalizado pelo setor bancário.

Se a primeira sessão da semana arrancou e terminou no vermelho, com os resultados dececionantes do setor bancário, esta foi diferente. Depois de os lucros do Citigroup terem ficado aquém das expectativas, os números de outras duas instituições financeiras não foram suficientes para abalar os mercados.

O JP Morgan apresentou lucros de 7,07 mil milhões de dólares no quarto trimestre do ano passado, o correspondente a 1,98 dólares por ação, mas os analistas esperavam um resultado líquido de 2,20 dólares por ação. Os números ficaram abaixo do esperado pela primeira vez em 15 trimestres, diz a CNBC (conteúdo em inglês).

Também o Wells Fargo obteve um resultado líquido de 6,06 mil milhões de dólares no mesmo período, representando uma queda face ao mesmo trimestre de 2017. Apesar disso, isto foi o equivalente a 1,21 dólares por ação, mais do que os analistas estimaram (1,20 dólares).

“À medida que arranca a temporada de apresentação de resultados do setor financeiro, os mercados não verão um cenário agradável”, diz Art Hogan, da National Securities em Nova Iorque, citado pela Reuters.

Contudo, os mercados mantiveram-se em terreno positivo, animados pelos estímulos que o Governo chinês pretende implementar para estimular a economia do país. O objetivo é adotar medidas a curto prazo para evitar uma desaceleração económica, isto depois de uma queda inesperada nas importações e exportações do país em dezembro passado.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Banca continua a desiludir. China põe Wall Street no verde

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião