Facebook tem 300 milhões para ajudar jornalismo local

  • Lusa
  • 15 Janeiro 2019

O Facebook anunciou que vai investir 300 milhões de dólares em três anos para apoiar projetos de jornalismo local.

O Facebook vai investir 300 milhões de dólares (262 milhões de euros) em três anos em diversos projetos ligados ao jornalismo, essencialmente para desenvolver a informação local, anunciou a empresa esta terça-feira.

“Vamos continuar a lutar contra as informações falsas (fake news), a desinformação e a informação de má qualidade”, explicou numa mensagem no Facebook Campbell Brown, vice-presidente para as parcerias com a imprensa. “Mas temos também a oportunidade e a responsabilidade de ajudar os órgãos de comunicação social locais a crescerem e a terem sucesso”, acrescentou.

No início de janeiro de 2017, a rede social já tinha lançado o “Facebook Journalism Project”, uma iniciativa destinada a “reforçar os laços” da plataforma com os ‘media’, mas o montante investido nesse projeto não foi comunicado. Entre outras atividades, o Facebook vai criar um fundo especial em colaboração com o Pulitzer Center, dotado de 5 milhões de dólares, para apoiar financeiramente projetos de reportagem de ‘media’ locais.

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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