Santander deixa cair novo CEO. Há desacordo no salário

Na altura do anúncio, o banco espanhol não estimou que o valor a pagar a Andrea Orcelo fosse tão alto. Números apontam para mais de 50 milhões de euros.

O Santander voltou atrás na escolha de Andrea Orcel como presidente executivo do banco, e tudo devido à falta de acordo sobre o salário a pagar ao gestor. Isto porque, caso fosse nomeado CEO, teria de receber uma quantia superior a 50 milhões de euros como forma de compensação, bastante superior ao estimado inicialmente pela instituição espanhola. Posto isto, José Álvarez continuará a ocupar a cadeira de CEO do Santander.

O banco espanhol decidiu “cancelar a nomeação de Andrea Orcel como CEO do Grupo”, lê-se no comunicado enviado pela instituição à CNMV, citado pelo Expansión (conteúdo em espanhol). A justificar esta decisão está o custo “inaceitável” que a contratação do gestor do Grupo UBS iria acarretar para o banco. De acordo com os valores adiantados pelos jornais espanhóis, Orcel teria de receber uma compensação de mais de 50 milhões de euros pelos anos em que colaborou com o grupo suíço, avança o Cinco Días.

“O custo para o Santander em compensá-lo pela colaboração feita durante sete anos, e outros benefícios que correspondiam à sua posição anterior, seria um montante significativamente maior do que o inicialmente previsto pelo Grupo no anúncio da sua nomeação“, refere o comunicado.

Neste sentido, o banco espanhol justifica que “seria inaceitável para um banco comercial como o Santander suportar o custo de contratar uma pessoa, ainda que com este nível e com este percurso profissional”. Ana Botín, presidente do Santander, acrescentou que embora tenha sido uma “decisão difícil, foi a mais correta”.

Com esta anulação de decisão, José Álvarez continuará como CEO do banco, acumulando com as funções de vice-presidente da administração. Ana Botín ressalvou a “sorte de ter José António Álvarez, que aceitou continuar como CEO” e antecipou que, nos próximos meses, o Grupo fará uma atualização da sua estratégia.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Santander deixa cair novo CEO. Há desacordo no salário

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião