Construção do Montijo pode arrancar ainda este ano, admite ministro da Economia

Pedro Siza Vieira espera que o estudo de impacto ambiental esteja pronto "a muito breve trecho" e admite que tudo esteja pronto para avançar com a construção já no terceiro trimestre.

A construção do novo aeroporto civil do Montijo está dependente do estudo de impacto ambiental, que a ANA – Aeroportos de Portugal ainda não apresentou, mas as obras poderão arrancar ainda no terceiro trimestre deste ano. Quem o diz é o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, que, em entrevista à Reuters, admite que o Governo espera receber este estudo “a muito breve trecho”.

“O estudo de impacto ambiental, agora revisto, tem de ser reapresentado e espero que possa ser apreciado durante o primeiro semestre deste ano. Isso refere-se ao novo aeroporto do Montijo e não compromete a execução dos trabalhos na Portela”, afirma o ministro à agência noticiosa. E acrescenta: “Esperamos que, a muito breve trecho, seja apresentado o estudo de impacto ambiental e que, com boa vontade, possamos apreciar e tomar uma decisão sobre o estudo ainda durante este semestre”.

Questionado sobre se isso significa se tudo estará “pronto para avançar” no terceiro trimestre deste ano, Pedro Siza Vieira admite essa possibilidade: “Eventualmente”, responde apenas.

Sobre a saturação do aeroporto Humberto Delgado, o ministro da Economia garante que as operações de expansão vão permitir evitar um bloqueio. “Desde o verão do anos passado que foi constituído um grupo de trabalho operacional – que envolveu a ANA, a NAV e TAP -, que permitiu melhorar as condições de operação do aeroporto e evitar aquilo que seria terrível, que seria um bloqueio. As operações melhoraram e os atrasos estão a ser recuperados. A TAP, que representa 60% do aeroporto de Lisboa e que teve atrasos muito significativos no ano passado, tem vindo a melhorar a sua pontualidade nos últimos tempos”.

As obras de expansão do Humberto Delgado, que o Governo já adiantou que irão arrancar no final deste ano, é um processo “absolutamente decisivo”, diz ainda o ministro.

Quanto ao abrandamento do turismo, que tem sido um dos principais motores da economia portuguesa, Pedro Siza Vieira aponta que o Governo espera que este setor continue a crescer, mas reconhece que, “provavelmente, não ao ritmo dos anos anteriores”. Contudo, diz, parte desse abrandamento poderá ser combatido com a expansão da capacidade aeroportuária.

“Não é previsível que continue a crescer ao mesmo ritmo, mas esta mudança é estrutural e não meramente conjuntural. Vemos que muita procura turística não está a chegar cá por falta de capacidade aeroportuária. Temos tido muitas intenções de abertura de novas rotas aéreas, que a ANA não tem podido satisfazer por falta de capacidade no aeroporto de Lisboa”, afirma.

Seja como for, para a próxima década, o ministro espera um crescimento que não voltará a ser de dois dígitos, mas que poderá ser superior a 3% por ano. No ano passado, no acumulado de janeiro a novembro, o número de hóspedes cresceu apenas 1,6%, enquanto o número de dormidas registou uma quebra de 0,2%.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Construção do Montijo pode arrancar ainda este ano, admite ministro da Economia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião