Endividamento das empresas está em mínimos anteriores à crise

Estatísticas do banco de Portugal reforçam a maior independência das empresas relativamente a fontes de financiamento externo.

As empresas portugueses estão cada vez menos endividadas e mais autónomas financeiramente. Estatísticas divulgadas pelo Banco de Portugal, nesta quinta-feira, demonstram que a autonomia financeira das empresas não financeiras está em níveis máximos anteriores à crise.

De acordo com a entidade liderada por Carlos Costa, em setembro, o rácio entre o capital próprio e o total do ativo das empresas (autonomia financeira) atingiu os 37,9%, um aumento de 1,6 pontos percentuais face à leitura do final de 2017. Para além desse acréscimo, o valor registado é ainda o mais elevado pelo menos desde o final de 2006. Ou seja desde o início do histórico disponibilizado pelo Banco de Portugal.

Tal é ilustrativo da maior independência do setor empresarial face a fontes de financiamento externas. “O peso dos financiamentos obtidos no total do ativo diminuiu 1,4 pontos percentuais no mesmo período [entre o final de 2017 e setembro de 2018], fixando-se em 34,2% no terceiro trimestre do ano”, dá conta o Banco de Portugal. Numa análise mais alargada em termos históricos, a representatividade do financiamento face ao ativo das empresas é o mais baixo desde março de 2007, ocasião em que este indicador se tinha situado em 33,9%.

Se a dependência do financiamento é historicamente baixa, as condições para o respetivo acesso também apresentam melhorias. “O custo do financiamento (juros suportados / financiamentos obtidos) foi de 2,9%, valor igual ao observado no trimestre anterior e 0,2 pontos percentuais abaixo do verificado no período homólogo”, dá nota o banco central relativamente aos valores observados em setembro.

Sinais positivos que também se refletem em termos do rácio de cobertura de juros suportados (EBITDA / juros suportados). Este situou-se em 8,0, o que representa um aumento de 0,4 relativamente ao trimestre anterior e de 1,5 em relação ao período homólogo. No histórico do Banco de Portugal nunca se assistiu a um valor tão elevado.

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