Forma de votar moção a Rio continua a dividir PSD. Voto secreto é “solução do medo”

  • ECO
  • 17 Janeiro 2019

As palavras são de Guilherme Monteiro. "O voto secreto é uma solução do medo". Mas nem todos os laranjas pensam da mesma forma. Aliás, em dia de Conselho Nacional esta questão ainda divide o partido.

No dia em que a direção de Rui Rio vai a votos, o método pelo qual deve ser realizado esse processo ainda divide o PSD. A questão política arrisca ficar, assim, ensombrada pela polémica jurídica, que se instalou em torno da forma de votação da moção. Em cima da mesa está o voto secreto, por braço no ar ou a votação nominal. “A votação por braço no ar seria a morte política de Rui Rio”, sublinha Pedro Duarte, em entrevista ao Público (acesso condicionado) e à Renascença. O ex-líder da Juventude Social Democrata (JSD) diz ainda que Rio está cada vez mais “fragilizado”.

O Conselho Nacional do partido laranja decide, esta quinta-feira, se mantém ou não a confiança política no atual líder, depois de Luís Montenegro ter desafiado Rui Rio a convocar eleições diretas. A reunião começará com uma intervenção do presidente do PSD, seguindo um período de debate.

Só mais tarde será feita a votação da moção de confiança — cuja rejeição significa a demissão da direção atual –, devendo a discussão aquecer nesse momento. Isto porque deverão ser apresentados vários requerimentos distintos sobre a forma de votar o texto. A deposição de uma liderança do PSD pelo conselho nacional não é algo inédito. Pinto Balsemão e Mota Pinto foram afastados por essa via.

“Para o PSD sair fortalecido, era muito importante que houvesse uma clarificação absoluta dentro do partido“, começa por frisar Pedro Duarte, em declarações aos jornais referidos. O político diz que, se fosse conselheiro nacional do PSD, votaria contra a moção de confiança e acrescenta que a votação por braço no ar seria “a morte política de Rui Rio”.

Ao Jornal I, Jorge Bleck diz que, “se há 10% dos presentes que pedem voto secreto”, tem de ser esse o caminho escolhido. “Tudo o resto é golpe”, salienta. Ao mesmo jornal, o social-democrata Guilherme Silva defende uma solução diferente. “Esta circunstância exige que cada um dê a cara”, reforça, recusando o voto secreto. Aliás, sobre essa forma de votação, diz: “É a solução do medo”.

Sem opinião sobre esta matéria, mas com uma posição clara sobre quem quer ver à frente do partido, a ex-líder parlamentar laranja e militante histórica, Conceição Monteiro, recebeu Luís Montenegro em sua casa, revelando que lhe dá o seu apoio.

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