Governo reconduz Casalinho à frente do IGCP. Mandato acabou há 15 meses

O Governo decidiu manter Cristina Casalinho à frente da agência responsável pela gestão da dívida pública. Mantém-se a presidente, mas também António Correia, sendo Rita Granger a novidade.

Cristina Casalinho vai para um novo mandato à frente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP). Mais de 15 meses depois de ter terminado o primeiro mandato como presidente, o Governo decidiu reconduzi-la, apurou o ECO. António Pontes Correia também se mantém, mas há uma novidade nos nomes para administração do IGCP que o Executivo enviou para a Cresap.

O mandato da atual administração acabou a 30 de setembro de 2017, embora tanto Casalinho como Pontes Correia se mantenham em funções, sendo responsáveis pelas várias operações de financiamento do Tesouro português. Depois de o seu nome ser apontado para outras entidades, nomeadamente a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), o Governo decidiu manter a gestora no IGCP.

Tanto o nome de Cristina Casalinho como de António Pontes Correia seguiram já para a Cresap (seguindo, depois de parecer da Cresap, para o Conselho de Ministros), bem como o de Rita Granger, a atual diretora de risco e gestão de carteira do IGCP, que sobe à administração da agência. Contactada pelo ECO, Cristina Casalinho não quis comentar a informação.

Casalinho prepara-se para mais três anos com a responsabilidade de assegurar o financiamento da dívida portuguesa, seja nos mercados, seja no retalho. Durante o seu mandato, a antiga economista-chefe do Banco BPI (cargo que ocupou entre 2001 e 2012) tem sido responsável por realizar emissões sindicadas, leilões de obrigações e bilhetes do Tesouro, mas também por produtos como os certificados de aforro, do Tesouro e as OTRV.

No último ano, enquanto líder do IGCP, Casalinho viu Portugal ser retirado de “lixo” junto das três principais agências de notação financeira, uma evolução que, a par do programa de compras de dívida do Banco Central Europeu (BCE), permitiu a Portugal obter custos de financiamento historicamente baixos. As novas emissões realizadas no ano passado apresentaram uma taxa média de 1,8%. A yield das obrigações do Tesouro a 10 anos está em 1,65%.

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