Indie Campers duplicou volume de negócios em 2018

No primeiro ano em que operou sem a Portugal Ventures entre os acionistas, a startup Indie Campers duplicou o volume de negócios na Europa face a 2017. Fechou o ano com frota de 650 autocaravanas.

Hugo Oliveira, cofundador da Indie Campers.Paula Nunes / ECO 22 Setembro, 2017

A Indie Campers tem razões para celebrar. A startup portuguesa de aluguer de autocaravanas “ultrapassou todos os objetivos definidos” para o ano de 2018 e duplicou o volume de negócios na Europa face a 2017, anunciou a empresa num comunicado, sem revelar o montante das receitas obtidas no período.

“Embora Portugal continue a ser o mercado em que a Indie Campers tem uma maior representação (37% do seu volume de negócios), a empresa duplicou a sua atuação na Europa, passando de cerca de 3.000 viagens para quase 6.500″, avançou a empresa fundada em 2013 pelo português Hugo Oliveira e pelo austríaco Stefan Koeppl.

A startup adicionou ainda os mercados alemão, croata, belga, holandês e britânico ao portefólio de localizações e fechou 2018 com operações em dez países e a operar “com 650 carrinhas”, um crescimento da frota de autocaravanas que foi de 63%.

Segundo a Indie Campers, apesar de Portugal ser o principal mercado para a startup, 90% dos clientes são estrangeiros. Mas a empresa também quer conquistar os portugueses: para Hugo Oliveira, “num futuro próximo, o número de portugueses que escolhem viajar e fazer férias desta forma não só irá aumentar como será mais diversificado”. “O conceito vai chegar àqueles que valorizam a liberdade de ter uma casa sobre rodas, mas não abrem mão do conforto”, acrescenta o cofundador, citado na mesma nota.

O ano de 2018 foi o primeiro ano em que a Indie Campers operou já sem a Portugal Ventures como acionista. Em outubro de 2017, o fundo público de capital de risco vendeu a posição que detinha na startup desde 2015. De acordo com o Dinheiro Vivo, a Portugal Ventures tinha investido 140 mil euros na Indie Campers numa ronda seed, a troco de 20% da empresa. Com a venda, terá obtido uma mais-valia de 610 mil euros, lucrando mais de cinco vezes o que tinha investido inicialmente. Desconhece-se a identidade do novo acionista.

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