Revolut quer domiciliar salários dos portugueses. Promete crédito com taxas atrativas

A Revolut, uma espécie de banco digital, já tem licença bancária na Europa. Além de lançar a app em português, vai começar a domiciliar o ordenado dos portugueses. E quer dar crédito.

Nikolay Storonsky, fundador da Revolut.

A Revolut quer permitir que os portugueses recebam o salário diretamente na aplicação, ao invés de num banco tradicional. E tenciona começar a emprestar dinheiro a pessoas e a empresas com taxas de juro atrativas. O plano deverá ser implementado ainda durante este ano, anunciou a empresa.

A Revolut já tem 100 mil utilizadores em Portugal. Além disso, está a captar entre 300 a 400 novas contas todos os dias, pelo que decidiu lançar finalmente a versão do serviço em língua portuguesa. Para “breve”, promete lançar um serviço em Portugal para permitir que os portugueses domiciliem o ordenado numa conta digital através da aplicação. E livre de comissões — o serviço básico não tem custos, mas as contas premium e metal custam até 13,99 euros por mês.

“Acredito que é importante frisar quanto dinheiro os utilizadores estão a poupar connosco, ao fornecermos uma alternativa real aos bancos tradicionais e às comissões exorbitantes, tendo especialmente em conta que a maioria das contas bancárias em Portugal cobram uma taxa mensal que custa cerca, em média, cerca de seis euros”, diz Patricia Gómes, responsável pela comunicação da Revolut em Portugal.

Criada para derrubar a banca tradicional, a Revolut, nascida em Londres, é cada vez mais um banco. A licença bancária fez a Revolut prometer que os portugueses vão poder “depositar os salários” na app ao abrigo de uma garantia europeia, semelhante ao Fundo de Garantia de Depósitos. “Os depósitos ficarão protegidos até 100.000 euros ao abrigo do European Deposit Insurance Scheme“, garantiu a startup.

Além dos depósitos, a Revolut — fintech que já está avaliada em 1,7 mil milhões de dólares — quer entrar no negócio do crédito. “Vamos em breve oferecer aos clientes portugueses serviços bancários como descoberto nas contas e empréstimos a pessoas ou empresas, a taxas competitivas em relação às grandes empresas financeiras”, lê-se em comunicado.

“O mercado português é, atualmente, o oitavo maior mercado para a Revolut na Europa, ficando apenas ligeiramente atrás das vizinhas Espanha e França”, revelou também a startup fundada por Nikolay Storonsky. A empresa entrou em Portugal em outubro de 2017, atraindo novos utilizadores para uma aplicação está associada a um cartão bancário MasterCard ou Visa, que permite transferências e levantamentos em qualquer país, ou depósitos em 24 divisas, de forma gratuita.

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