Bison Bank ‘substitui’ Pedro Cardoso. Propõe gestor chinês para CEO

Pedro Oliveira Cardoso, antigo gestor da CGD, já não vai ser presidente executivo do ex-Banif Investimento. A Bison Capital acaba de propor o nome de Bian Fang para o cargo de líder do Bison Bank.

O Bison Bank, que incorpora os ativos do Banif Investimento vendidos pela Oitante no ano passado, deixou cair o nome de Pedro Oliveira Cardoso que tinha proposto para o cargo de presidente executivo da instituição. Em seu lugar, a Bison Capital propôs o chinês Bian Fang para líder do Bison Bank, nomeação que está agora dependente da aprovação do Banco de Portugal (BdP).

Pedro Oliveira Cardoso foi um dos gestores que passaram pela administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no período crítico de 2008 a 2012, em que o banco público aprovou “várias operações ruinosas”, concluiu uma auditoria feita pela EY a 15 anos de gestão da instituição. Como noticiou o ECO no final do ano passado, essa auditoria estará na posse do Banco Central Europeu (BCE) e cerca de 14 gestores que passaram pela CGD nessa altura arriscam chumbo do regulador, caso sejam propostos para cargos de gestão no setor bancário.

Esta alteração levou a Bison Capital a nomear Pedro Oliveira Cardoso para “responsável da área internacional do Bison Financial Group, que opera em várias jurisdições”, avançou o Bison Bank num comunicado. Quanto a Bian Fang, a empresa garante que se trata de “um experiente banqueiro” com currículo de “mais de 30 anos na banda de investimento e gestão de patrimónios entre Pequim, Hong Kong e Londres”.

“Estamos confiantes de que estas nomeações são de um enorme valor acrescentado para o grupo, que conta agora ao mais alto nível com a enorme experiência de dois reputadíssimos profissionais da banca”, conclui o Bison Bank no comunicado.

(Correção: Pedro Cardoso foi administrador da CGD no mandato de 2008 e 2011, com Faria de Oliveira, e ainda entrou no mandato seguinte, já com José de Matos como presidente executivo, mas saiu em 2012)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Bison Bank ‘substitui’ Pedro Cardoso. Propõe gestor chinês para CEO

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião