“Dececionante evolução da indústria” trava economia alemã. Produção automóvel está “débil”

  • Lusa
  • 21 Janeiro 2019

A economia alemã não regressou, como se esperava, ao forte ritmo de expansão no primeiro semestre. A "debilidade" do setor automóvel está a pesar sobre a economia.

O Bundesbank considera que a debilidade da produção do setor automobilístico se está a prolongar mais do que o esperado e só se normalizou de forma “muito vacilante”, depois das significativas quedas do verão.

No boletim mensal de janeiro, publicado esta segunda-feira, o banco central alemão afirma que a economia alemã cresceu de novo no quarto trimestre de 2018, mas de forma contida, devido à “dececionante evolução da indústria”. Não se alcançou o regresso que se esperava ao forte ritmo de expansão do primeiro semestre depois da travagem que a economia alemã sofreu no trimestre estival, adianta a instituição.

A produção industrial da Alemanha contraiu-se em novembro 1,75% face ao mês anterior, adianta o Bundesbank. “O recuo produziu-se de forma ampla em todos os setores”, segundo os economistas do banco central. A entrada de encomendas à indústria alemã também recuou significativamente em novembro, designadamente 1% face a outubro.

O Bundesbank sublinha que no setor automobilístico a debilidade da produção se está a prolongar mais do que o esperado e que se está a normalizar de forma “muito vacilante”, depois das quedas significativas nos meses de verão devido à adoção de novos testes de homologação. Os indicadores conjunturais, a entrada de encomendas e as novas matrículas indicam que a produção automobilística será maior em breve, adianta.

Contudo, a produção de automóveis foi em dezembro último apenas um pouco mais elevada em novembro e significativamente mais baixa do que em dezembro de 2017, segundo a associação alemã da indústria automóvel.

Noutros setores industriais a produção recuou fortemente em novembro fazendo com o Bundesbank preveja uma “queda significativa” da produção industrial no quarto trimestre.

No entanto, a economia alemã registou impulsos positivos do consumo privado porque a situação do mercado laboral na Alemanha é muito boa e os salários subiram, sublinha.

O Bundesbank assegura que estes são os elementos que explicam o forte aumento das vendas a retalho em novembro na Alemanha.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha cresceu 1,5% em 2018, face a 2017, ano em que tinha crescido 2,2%.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Dececionante evolução da indústria” trava economia alemã. Produção automóvel está “débil”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião