Sound Particles fecha ronda de 400 mil euros liderada pela portuguesa Indico

Fundo privado português anuncia primeira ronda de quatro investimentos já efetuados. Capital de risco liderou ronda de investimento de 400 mil euros na Sound Particles.

A empresa portuguesa de software áudio 3D é reconhecida e utilizada pelos maiores estúdios cinematográficos em Hollywood.D.R.

A empresa portuguesa de software de áudio Sound Particles fechou uma ronda de financiamento de 400 mil euros, anunciou esta sexta-feira a Indico Capital Ventures, que lidera o investimento. A ronda pre-seed é o primeiro investimento anunciado da capital de risco privada portuguesa, que apresentou o seu fundo de 46 milhões (41 dos quais já assegurados) na semana passada. Além da Indico, a REDAngels também participa no investimento.

“O que aconteceu com a computação gráfica na indústria cinematográfica está agora a ser replicado a nível sonoro pela Sound Particles – e é uma enorme revolução. Estamos muito satisfeitos por termos o apoio da Indico, tendo em conta a sua abordagem e o seu histórico de sucesso, para nos ajudar a entrar num novo nível de ambição global”, diz Nuno Fonseca, fundador e CEO da empresa de Leiria, citado em comunicado.

A Sound Particles é reconhecida e usada por alguns dos maiores estúdios cinematográficos em Hollywood e dedica-se ao desenvolvimento de software áudio 3D. Nos últimos dois anos, a startup tem revolucionado o design de áudio e já foi usada em mais de 40 filmes e blockbusters norte-americanos, casos como “Aquaman”, “Carros 3”, “Batman versus SuperHomem”, “A Múmia”, “Wonder Woman”, “Liga da Justiça”, “Ready Player One” ou “Dia da Independência 2”. Um dos principais produtos da empresa chama-se Doppler+Air e acaba de ser nomeado para os prémios da Cinema Audio Society (Associação de misturadores de som de Hollywood), na categoria de “Outstanding Product”. A cerimónia de entrega dos prémios decorre a 16 de fevereiro, em Los Angeles.

A Sound Particles foi igualmente um dos finalistas para os prémios científicos da Academia (Óscares) em 2018 e, mais recentemente, foi considerada pela revista de áudio norte-americana Mix como uma das futuras empresas mais promissoras da indústria do som.

Com os 400 mil euros da ronda de financiamento, a empresa pretende concluir a transição para um modelo de negócio SaaS (Software as a Service) e começar a preparar a entrada em mercados de videojogos e realidade virtual.

Já Stephan Morais, managing general partner da Indico, detalha as razões do investimento, sublinhando o “software praticamente único mundialmente”. “É ideal para produzir grandes filmes complexos e cenas de batalha”, assegura.

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