Na primeira semana, novo simulador de pensões da CGA foi usado 19 mil vezes

O simulador de pensões da Caixa Geral de Aposentações foi lançado na sexta-feira, dia 1 de fevereiro. Em sete dias, esta nova ferramenta foi usada 19 mil vezes, adianta ao ECO o Governo.

Uma semana depois de ter sido lançado, o simulador de pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA) já foi usado 19 mil vezes. Um número — que foi adiantado, esta sexta-feira, ao ECO pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social — que fica muito abaixo das quase 450 mil utilizações registadas nos primeiros sete dias do simulador de pensões da Segurança Social. Note-se, contudo, que estão em causa universos bem distintos.

Em causa está uma ferramenta que permite aos subscritores da CGA calcularem quando se podem reformar (com ou sem cortes) e que valor de pensão podem esperar nessa ocasião. É importante notar, contudo, que apenas os beneficiários ativos que se tenham inscrito na CGA até 31 de agosto de 1993 têm atualmente acesso a esta ferramenta, estando previsto o seu alargamento aos ex-subscritores (em julho) e aos regimes especiais, no final do ano. O simulador deverá também ser disponibilizado aos beneficiários que se tenham inscrito depois de 31 de agosto de 1993 no final de 2019.

Esta ferramenta utiliza dados reais, pelo que os valores apresentados são, acreditam os responsáveis pela CGA, rigorosos, embora não vinculativos. O simulador permite aplicar os regimes de aposentação não antecipada (idade normal de acesso à reforma, que em 2019 está fixada nos 66 anos e cinco meses), de aposentação antecipada normal (30 anos de serviço aos 55 de idade) e de aposentação por carreira longa (60 anos de idade e 46 de carreira contributiva), bem como o limite máximo de 70 anos.

Além disso, a utilização desta plataforma exige que o subscritor se autentique na CGA Directa, o que exige um registo prévio que só é completado após a colocação no sistema da palavra-passe provisória que lhe é enviada por carta (o que pode, por sua vez, demorar uma semana).

Aliás, esta deverá ser uma das razões (a par da limitação dos subscritores que têm acesso à plataforma e, claro, dos tamanhos distintos dos universos considerados) para o uso tão mais tímido deste simulador quando comparado com o da ferramenta disponibilizada pela Segurança Social desde maio. Na primeira semana, essa segunda plataforma registou quase 450 mil utilizações; a da CGA registou 19 mil.

Isto porque, segundo já tinham avançado os responsáveis da CGA, uma relação menos ativa com a CGA Directa do que há com a Segurança Social Directa, ou seja, para utilizarem este simulador mais utilizadores terão de ter feito novos registos.

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