Portugal foi o terceiro país que mais beneficiou do apoio do BEI em percentagem do PIB

Só as PME receberam financiamento de 904 milhões de euros do BEI. Portugal é o terceiro país da UE que mais beneficia do apoio do banco europeu em percentagem do PIB.

Portugal é o terceiro país europeu que mais beneficiou do apoio do Banco Europeu de Investimento (BEI) em percentagem do PIB, em 2018, e um dos poucos onde houve um aumento de atividade do Grupo. De acordo com o balanço da atividade revelado esta sexta-feira, Portugal totalizou 1,97 mil milhões de euros em novos financiamentos — e que equivale a 1% do PIB — sendo que a maior fatia foi para as PME (904 milhões).

Em causa está o apoio concedido a 3.950 PME e mid caps concedido através do bancos comerciais e que, de acordo com o BEI, permitiu preservar mais de 153 mil postos de trabalho. Os montantes médios destes empréstimos do BEI rondam os 216 mil euros. Este financiamento destinou-se “à promoção das PME com vista a fomentar o crescimento económico e o emprego” e representou 46% dos financiamentos concedidos o ano passado a Portugal.

PME foram as principais beneficiárias do financiamento do BEI

Fonte: BEI

Os financiamentos do BEI têm vindo a ganhar importância ao longo dos anos. Se face ao ano passado o aumento rondou os 3%, em relação a 2017, se a comparação for feita face a 2014 então o aumento é de 36%, revelou Emma Navarro, vice-presidente do BEI, na conferência de imprensa de apresentação de resultados da atividade do banco em Portugal.

Desde 2014 os financiamentos do BEI a Portugal aumentaram 36%

Fonte: BEI

O ano passado, o banco apoiou 26 operações em Portugal, sendo que 1,5 mil milhões assegurados pelo BEI e 500 milhões pelo Fundo Europeu de Investimento. Emma Navarro recusou-se a fazer uma previsão de como será a atividade do bano em Portugal este ano mas disse estar “confiante que a atividade em Portugal vai voltar a ser positiva”. “Há interesse dos promotores, mas não há quotas e por osso não posso avançar previsões”, acrescentou a responsável. “Temos um bom portfolio de projetos e temos projetos sólidos que cumprem os nosso objetivos”, disse ainda.

Emma Navarro destacou o facto de Portugal ser um dos poucos países em que houve um aumento da actividade do BEI em 2018.

Questionada sobre a composição do pipeline de projetos, a vice-presidente do BEI disse apenas que a atividade “vai continuar a ser positiva” e que está a “analisar diversos projetos que vão ao encontro do “objetivos do banco”, seja o apoio das PME seja apoio a projetos que ajudam a combater as alterações climáticas. Exemplos de projetos deste tipo são as três barragens e centrais hidroelétricas nos rios Tâmega e Torno (um empréstimo de 650 milhões de euros do BEI) ou ainda os parques eólicos flutuantes que contaram com um empréstimo de 60 milhões de euros, ou ainda o sistema de rega do Alqueva.

Portugal no top 10 dos beneficiários do Plano Juncker

Emma Navarro destacou ainda a importância do Plano Juncker sendo que Portugal continua a ser um dos principais beneficiários do financiamento do Grupo BEI neste âmbito. Se em termos de percentagem do PIB é o terceiro maior beneficiário — o maior é a Grécia seguido da Estónia — em termos absolutos também não compara mal já que está em oitavo lugar. “Portugal está no top 10 dos beneficiários”, frisou a responsável, em termos de financiamento global no âmbito do Plano Juncker.

Desde o lançamento da iniciativa em em 2015, o grupo aprovou 2.488 milhões de euros para financiar 39 projetos no país, ao abrigo deste plano que o Conselho da Europa já decidiu alargar até ao final de 2020 com um reforço de capacidade para 500 mil milhões de euros. Emma Navarro classificou como “muito bem sucedida” a implementação do Plano em Portugal.

“Os resultados de 2018 revelam que é um importante país de operações para o banco e continua a expandir”, garantiu Emma Navarro.

A vice-presidente do BEI responsabilizou o abrandamento da Europa e as incertezas em torno do Brexit como as razões subjacentes à menor atividade do banco em muitas economias. “O Brexit significa que um dos maiores acionistas do banco vai sair“, recordou. A responsável frisou que estão em curso negociações para substituir o Reino Unido que é um dos principais acionistas do banco.

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