Trabalhadores dos impostos desmarcam greve. Governo aceitou negociar carreiras

  • Lusa
  • 26 Fevereiro 2019

O STI reclama a revisão das carreiras, bem como a recuperação do vínculo por nomeação e a atribuição do estatuto de órgão de polícia criminal. Reunião com Governo a 7 de março.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) decidiu esta terça-feira desconvocar a greve e a concentração que tinha marcado para quinta-feira pelo facto de o Governo se ter disponibilizado a negociar a revisão das carreiras.

Esta estrutura recebeu ontem [na segunda-feira] o documento com a proposta inicial do Governo para negociação do diploma de carreiras da Autoridade Tributária e Aduaneira [AT], acompanhada de convocatória para uma reunião com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais em 7 de março”, refere uma nota emitida pelo STI.

O sindicato acrescentando que “este passo dado pelo Governo levou a que desconvocasse e greve e a concentração”, que estava marcada para quinta-feira.

O STI precisa ainda estar disponível para negociar, mas sublinha que a proposta enviada pelo Governo “está muito aquém daquilo que são as expectativas” dos trabalhadores da AT.

“Embora a proposta apresentada seja a base do processo negocial, após uma primeira análise a mesma está muito aquém daquilo que são as justas e legítimas expectativas dos trabalhadores da AT”, refere a mesma nota.

Além do pré-aviso de greve para quinta-feira, o STI marcou uma paralisação para o último dia útil de março (29) e greve às horas extra durante todo o mês de março.

O STI reclama a revisão das carreiras, bem como a recuperação do vínculo por nomeação (retirado no tempo do governo de José Sócrates) e a atribuição do estatuto de órgão de polícia criminal.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Trabalhadores dos impostos desmarcam greve. Governo aceitou negociar carreiras

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião