Turismo dos Açores alvo de buscas por suspeita de fraude

  • Lusa
  • 27 Fevereiro 2019

Devido a estas suspeitas o presidente da Associação Turismo dos Açores Francisco Coelho foi constituído arguido, anunciou esta quarta-feira a polícia.

A PJ realizou buscas por suspeitas de “fraude para a obtenção de subsídio, peculato, falsificação de documentos e participação económica em negócio” na Associação Turismo dos Açores, tendo o presidente do organismo sido constituído arguido, anunciou esta quarta-feira a polícia.

Em comunicado, o Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada da Polícia Judiciária (PJ) explica que a operação se desenvolveu na terça-feira e esta quarta-feira e que foram “realizadas, no concelho de Ponta Delgada, cerca de 20 buscas a empresas, residências e viaturas, que permitiram a apreensão de abundantes elementos com interesse probatório, entre os quais documentação contabilística, faturas, contratos, pagamentos, relatórios de execução de projetos, dados informáticos e correio eletrónico”.

Foram constituídos cinco arguidos, entre eles o presidente da instituição em causa […] e uma responsável de departamento, sua familiar, os quais são suspeitos de, articuladamente e em conluio com outras pessoas”, terem “atuado ao longo de vários anos à margem das regras relativas à contratação pública, com vantagens pessoais e para terceiros”, acrescenta a polícia.

Fonte policial confirmou à agência Lusa que o presidente da Associação Turismo dos Açores, Francisco Coelho, é um dos cinco arguidos, havendo também pelo menos duas entidades coletivas neste grupo.

O coordenador da PJ nos Açores, João Oliveira, disse à agência Lusa que “a investigação vai continuar”, frisando que “esta fase da operação ainda está em curso durante o dia de hoje”, com a realização de “algumas buscas a empresas no concelho de Ponta Delgada”.

Segundo o responsável, as suspeitas referem-se a alegados crimes cometidos “nos últimos anos”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Turismo dos Açores alvo de buscas por suspeita de fraude

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião