Impresa passa de prejuízos a lucros. Foram 3,1 milhões de euros em 2018

A empresa de media fechou o ano passado com lucros de 3,1 milhões de euros, o melhor resultado desde 2015 e que contou com a ajuda de algumas estreias na SIC a partir de setembro.

A Impresa passou de prejuízos a lucros no ano passado. A dona da SIC fechou o ano com lucros de 3,1 milhões de euros, naquele que é o melhor resultado desde 2015, assume a empresa em comunicado enviado à CMVM, nesta quinta-feira. As estreias televisivas a partir de setembro ajudaram a puxar pelo resultado alcançado pelo grupo de media.

A empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão atingiu um resultado líquido de 3,1 milhões de euros, uma melhoria face aos prejuízos de 21,7 milhões de euros registados em 2017.

O EBITDA consolidado (resultado antes de juros, depreciações, amortizações e impostos) ascendeu a 18,1 milhões de euros na totalidade do ano, um ganho de 21% em relação às contas de 2017. Neste âmbito é destacada a melhoria no desempenho operacional da SIC, que alcançou um EBITDA ajustado de custos com reestruturação de 21,3 milhões de euros, uma subida de 9,6% em relação ao ano anterior.

No que respeita às receitas totais do grupo Impresa, estas ascenderam a 172,2 milhões de euros no ano passado, uma descida de 2,2%, mas que segundo a empresa foi compensada pela redução dos custos operacionais em 4,4%. Todas as rubricas, à exceção das receitas de publicidade, contribuíram negativamente para a evolução das receitas. As receitas publicitárias aumentaram uns ligeiros 0,3%, para 111,9 milhões de euros. Nas subscrições de canais, circulação e outras receitas foram registadas quebras de 6,2%, 2,9% e 9,9%, respetivamente.

Os progressos atingidos no âmbito da programação da SIC ajudaram a puxar pelos resultados do grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão. “Para os resultados do ano transato, contribuíram principalmente as estreias a partir de setembro de 2018, destacando-se o programa “Casados à Primeira Vista, e realce-se ainda o desempenho da novela “Paixão” bem como a estreia no 2º trimestre da novela “Vidas Opostas”, a liderar em ambos os targets comerciais desde a sua estreia, e ainda a liderança do “Jornal da Noite” nos targets comerciais”, assume a Impresa.

Num comentário aos resultados, Francisco Pedro Balsemão diz que “2018 foi um ano decisivo para a Impresa“. “Com a venda do nosso portfólio de revistas, recentrámos o nosso negócio, focando-o no audiovisual e no digital e em duas marcas fortíssimas, o EXPRESSO e a SIC”, concretizou, acrescentando que “estamos a cumprir o nosso Plano Estratégico e apresentámos o melhor resultado dos últimos três anos”.

Em termos de audiências, é salientado que a SIC terminou o ano com uma média de 17% de share, “mantendo a liderança em ambos os targets comerciais (A/B CD 15/54 e A/B CD 25/54) no horário nobre”, com 19,8% e 20,4%.

No comunicado enviado aos mercados, a Impresa fala também na contratação de Cristina Ferreira no final do verão, dizendo que “teve ampla repercussão no mercado em 2018, e obteve efeitos imediatos em 2019”, dando nota da estreia do “Programa da Cristina” a 7 de janeiro, “recuperando imediatamente a liderança das manhãs”.

No que respeita à dívida líquida, o grupo de media diz que esta se cifrava em 179,2 milhões de euros no final de 2018, uma ligeira subida em 0,4%, em termos homólogos, resultado do “financiamento do projeto de expansão do Edifício IMPRESA e do investimento em tecnologia nos novos estúdios”.

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