5 coisas que vão marcar o dia

O dia fica marcado por um novo relatório com projeções económicas da OCDE. No Parlamento, é discutida a temática das fake news, no mesmo dia em que Seguro Sanches será ouvido sobre os CMEC.

Esta quarta-feira ficará marcada por um novo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que irá rever as projeções para a evolução da economia global. Na Assembleia da República, o tema das fake news vai estar no centro do debate desta tarde, o mesmo dia em que o ex-secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, será ouvido numa comissão parlamentar de inquérito sobre a sua atuação no âmbito dos custos de manutenção do equilíbrio contratual (os chamados CMEC). Será ainda dia para conhecer a mais recente edição do Livro Bege da Reserva Federal norte-americana.

OCDE apresenta novas projeções económicas

A OCDE apresenta, esta manhã, as perspetivas de curto prazo para a economia global, um boletim que permite avaliar até que ponto as projeções e análises do último Economic Outlook, de novembro de 2018, mantêm o rumo. No último relatório sobre Portugal, apresentado este mês, a OCDE defendeu a necessidade de o país continuar a fazer progressos nas finanças públicas, com o objetivo de baixar a dívida.

Novo Banco na ordem do dia

Depois de ter apresentado prejuízos superiores a 1,4 mil milhões de euros e de ter recorrido novamente ao Fundo de Resolução, desta vez para pedir uma injeção de 1,1 mil milhões, o Novo Banco volta a estar na agenda do dia. Esta manhã, a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, no Parlamento, vai discutir o requerimento apresentado pelo PSD para que o ministro das Finanças, para além de outras personalidades, seja ouvido nesta comissão para prestar esclarecimentos sobre as contas da instituição que nasceu da resolução do Banco Espírito Santo (BES). À noite, Mário Centeno vai falar em entrevista à RTP e o banco deverá estar novamente em destaque.

Seguro Sanches na comissão dos CMEC

Jorge Seguro Sanches, antigo secretário de Estado da Energia do atual Governo, que foi substituído por João Galamba, é o próximo a ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito ao pagamento de rendas excessivas aos produtores de eletricidade. Aquela que se esperava ser uma audição pouco polémica ganhou novos contornos depois de ter sido revelado que o antigo secretário de Estado pediu expressamente para ser ouvido nesta comissão apenas depois de António Mexia, o que foi aceite. Confrontado com este pedido, o presidente da EDP considerou-o “estranho”, mas assegurou que “a verdade dos factos não será alterada pela ordem das audições”. Seguro Sanches foi o secretário de Estado que determinou um corte de 100 milhões nos CMEC a receber pela EDP, para além de ter decidido obrigar a elétrica a devolver 285 milhões de euros, pela alegada sobrecompensação no cálculo da disponibilidade das centrais que operam em regime de CMEC.

Fed divulga Livro Bege

A Fed divulga, às 19h00 de Lisboa, a mais recente edição do Livro Bege, o relatório publicado oito vezes por ano que analisa as atuais condições económicas em cada um dos 12 distritos da Reserva Federal. O relatório vai deixar novas pistas sobre a evolução da economia norte-americana, dias antes da reunião do banco central, que decorre a 19 e 20 de março. Na última edição do Livro Bege, a Fed apontava para um crescimento moderado da economia, com um mercado de trabalho forte mas com um crescimento modesto dos salários.

Marcelo continua visita a Angola

O Presidente da República continua a visita oficial a Angola, iniciada na terça-feira e que decorre até ao dia 9 de março. Marcelo Rebelo de Sousa afirmou já que a mensagem que leva a Angola é de consolidação de um “novo ciclo” a todos os níveis, que resulta de “um trabalho em tempo recorde”, feito nos últimos seis meses. Este é “um novo ciclo que corresponde, aliás, a um novo ciclo da vida política angolana e do relacionamento com Portugal”, considera.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

5 coisas que vão marcar o dia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião