Espanhóis investem 25 milhões de euros em cinco hotéis em Portugal

Os espanhóis da Casual Hoteles planeiam investir 25 milhões de euros em Portugal com a abertura de cinco hotéis. Empresa espera faturar 7,5 milhões por ano no país.

A cadeia espanhola de hotéis Casual Hoteles tem previsto um investimento de cerca de 25 milhões de euros em cinco unidades em Portugal, segundo revelou à agência Lusa o presidente executivo da empresa, Juan Carlos Sánjuan. A empresa apostou no mercado português, nomeadamente em Lisboa e no Porto, e irá abrir os hotéis nas duas cidades até 2020, com cerca de 12 funcionários em cada unidade, ou seja, o grupo irá empregar 60 pessoas.

O investimento no primeiro hotel, que vai abrir ainda este mês em Lisboa, de acordo com o mesmo responsável ascende a 7,8 milhões de euros, sendo que nos restantes a empresa conta aplicar mais 18 milhões de euros. A empresa prevê faturar 7,5 milhões de euros por ano em Portugal, de acordo com Juan Carlos Sánjuan.

Numa nota enviada à imprensa, a Casual Hoteles anunciou que iria em março avançar com a inauguração do Casual Belle Époque Lisboa, o “seu primeiro hotel internacional, localizado na Rua Madalena, num edifício histórico e totalmente remodelado. Com 28 quartos espaçosos e bastante confortáveis, oferece tipologias como duplos, twins, suites e familiares”. A cadeia prevê ainda abrir mais uma unidade na capital, em pouco mais de um ano. Em abril, será a vez de o Porto receber um hotel da marca, com mais dois planeados para 2020.

“Com estas duas inaugurações em Portugal e as quatro planeadas em Espanha, a Casual Hoteles espera fechar 2019 com uma faturação de mais de 12 milhões de euros”, ou seja um aumento de 57,8% face a 2018, abrindo “caminho ao objetivo de atingir uma faturação de 25 milhões em 2020”, avançou o grupo. Assim, a empresa liderada por Sanjuán, “deverá atingir os 960 quartos no final de 2019, o que significa o dobro do número alcançado no ano anterior”, segundo a mesma nota.

O plano faz parte da estratégia de internacionalização do grupo para os mercados português, italiano, francês, holandês e inglês antes de 2023, “ano em que se prevê 30 hotéis e um volume de negócios de cerca de 50 milhões de euros”, garantiu o grupo. Neste momento, a empresa possui 11 hotéis: um em Madrid, dois em Sevilha, cinco em Valência, dois em Bilbao e outro em Málaga.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Espanhóis investem 25 milhões de euros em cinco hotéis em Portugal

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião