May já formalizou pedido de extensão do Brexit. Bruxelas está contra adiamento até 30 de junho

A Comissão Europeia está contra o adiamento do Brexit proposto por Theresa May, até 30 de junho. Bruxelas prefere uma extensão que tenha em conta as eleições europeias.

A primeira-ministra britânica já formalizou o pedido de extensão do prazo da saída do Reino Unido da União Europeia até 30 de junho, mas Bruxelas opõe-se a esta data, adianta a Reuters (acesso livre/conteúdo em inglês). Para a Comissão Europeia, a escolha de adiamento do Brexit devia ser entre uma extensão até 23 de maio, ou até pelo menos o final do ano.

“Qualquer extensão oferecida ao Reino Unido deve durar até 23 de maio de 2019 ou ser significativamente mais longa e exigir eleições europeias“, pode ler-se no documento obtido pela agência de notícias. As eleições para o Parlamento Europeu realizam-se de 23 a 26 de maio, e Bruxelas quer assim garantir o bom “funcionamento das instituições europeias e a capacidade de tomar decisões”.

O porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, adiantou que o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, também alertou Theresa May de que a extensão do Brexit não deveria passar de 23 de maio, para que não existam “dificuldades institucionais e incerteza legal” relativamente à participação do país nas eleições europeias.

Theresa May enviou uma carta ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, a pedir a extensão do Artigo 50.º, que dita o adiamento do Brexit. May está à procura apenas de “um curto adiamento”, uma margem três meses, para poder renegociar a saída do Reino Unido da União Europeia. “Como primeira-ministra, não estou preparada para adiar o Brexit até mais tarde do que 30 de junho”, escreveu May.

Este pedido surge depois de o Parlamento britânico chumbar o acordo negociado entre Londres e Bruxelas, bem como rejeitar uma saída sem acordo. Os deputados britânicos votaram favoravelmente uma extensão do Brexit até 30 de junho, o que levou a primeira-ministra a avançar com esta proposta.

Theresa May adiantou, em declarações aos deputados, que planeava levar a votos novamente o acordo de saída, pela terceira vez, depois de já ter sido chumbado por duas vezes. Se fosse aprovado, a extensão permitia implementar o documento, se não, o parlamento decidiria como proceder.

(Notícia atualizada às 13h20)

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