“Estado continuará, seja qual for o cenário, a ser o maior acionista da TAP”, afirma Pedro Nuno Santos

  • Lusa
  • 5 Abril 2019

O ministro das Infraestruturas e da Habitação afirmou que, apesar de "ainda faltar muito" tempo para entrada em bolsa da TAP, o Estado vai continuar a ser o maior acionista do grupo.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, defendeu esta sexta-feira que, apesar de “ainda faltar muito” tempo para entrada em bolsa da TAP, “o Estado continuará, seja qual for o cenário, a ser o maior acionista”.

“Eu julgo que estamos ainda muito longe desse dia para me colocar na posição de fazer conjeturas sobre o que vai acontecer. Nós temos acordos assinados, o Estado vai cumpri-los dentro do conjunto de regras e condições estipuladas nesses acordos. Vamos esperar com paciência”, disse Pedro Nuno Santos, em Lisboa, após a cerimónia de apresentação do primeiro avião A321LRneo da TAP.

O governante referiu ainda que o Executivo é firme “nos compromissos que assumiu com os parceiros” e, portanto, “tudo correrá com a maior normalidade”.

Em 22 de março, o presidente da comissão executiva do grupo TAP disse que a empresa está a trabalhar para, a partir de 2020, estar pronta a avançar com uma IPO (Oferta Pública Inicial), com uma percentagem entre 15% e 30%. “Estamos preparando a empresa para, a partir do ano que vem, estar preparada para um evento de IPO. Quem define quando o IPO acontece é o mercado”, disse Antonoaldo Neves, que falava aos jornalistas, em Lisboa, após a apresentação de resultados do grupo.

De acordo com o responsável da TAP SGPS, nem sempre o mercado está “com apetite”, por isso, é difícil especular sobre o timing do IPO. “Nós estamos preparando a empresa para que, no momento em que ela tenha que fazer o IPO, ela [faça] o IPO, se vai ser no mês X, Y ou W, seria uma irresponsabilidade nossa estar especulando sobre uma questão que nós não controlamos”, reiterou, na altura.

O grupo TAP registou, em 2018, um prejuízo de 118 milhões de euros, valor que compara com um lucro de 21,2 milhões de euros registado no ano anterior, conforme foi anunciado em 22 de março. Por sua vez, a receita do grupo passou de 2.978 milhões de euros em 2017 para 3.251 milhões de euros em 2018, traduzindo-se num aumento de 273 milhões de euros, mais 9,1% face ao período homólogo.

O crescimento das receitas do grupo engloba a expansão do mercado nos EUA (mais 10%) e, pela negativa, o efeito da desvalorização cambial no Brasil (menos 16%).

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