Vieira da Silva sobre filha no Governo: “não tenho interferência nenhuma”

  • ECO
  • 5 Abril 2019

O ministro do Trabalho considera que não há qualquer incompatibilidade em tanto ele como a sua filha, atual ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, serem membros do mesmo Governo.

O ministro do Trabalho e da Segurança Social rejeitou qualquer interferência na nomeação da filha para o Governo. José Vieira da Silva ocupava já o lugar quando Mariana Vieira da Silva foi nomeada ministra da Presidência e da Modernização Administrativa. Numa altura em que as ligações familiares entre membros do Executivo já levaram a uma demissão, o ministro defendeu não ver problema no seu caso.

“Não nomeio ministros, quem nomeia é o primeiro-ministro. Não tenho nenhuma interferência, nem sequer tenho interferência nesse processo. Quem me conhece sabe bem que é assim, não tenho interferência nenhuma“, disse Vieira da Silva, em declarações aos jornalistas depois da reunião do Conselho Económico e Social (CES), transmitidas pela SIC. “Se a minha filha é membro do Governo não é por ser minha filha. É apesar de ser minha filha“, acrescentou.

Os casos de escolha de familiares para as estruturas do Executivo e dos seus gabinetes, que já ganhou o nome de familygate, já fez uma baixa no elenco escolhido diretamente por António Costa para o Executivo. O secretário de Estado Carlos Martins pediu a demissão do Governo na sequência da polémica em torno da nomeação do primo, Armindo dos Santos Alves, para o seu gabinete. O ministro e o primeiro-ministro aceitaram a saída do governante.

Face a esta situação, o primeiro-ministro António Costa deu indicação aos ministérios para que passassem o Governo a pente fino em busca de novas relações familiares. Pelo menos cinco novos casos de nomeações de familiares no Partido Socialista foram já encontrados, segundo avançou o Observador.

O Presidente da República também já se manifestou sobre o assunto, dizendo que é preciso mudar a lei para limitar as relações familiares nas nomeações para o Governo porque a ética não está a funcionar. A posição de Marcelo Rebelo de Sousa surge numa altura em que apenas o PS se mostrou disponível para avançar com uma iniciativa legislativa. “Quando a ética não chega é preciso mudar a lei”, disse o chefe de Estado, acrescentando que “há um problema”.

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