Rio defende que Estado mantenha maioria do capital, mas admite privados na CGD
Presidente do PSD admite que a Caixa Geral de Depósitos pode vir a ser alvo de privatização, mas mantendo a posição de maioria do Estado.
O líder do PSD admitiu esta segunda-feira, em mais uma edição dos ECO Talks, a eventual privatização da Caixa Geral de Depósitos. Falando sobre a importância do banco público no financiamento da economia, Rui Rio admitiu abrir o capital a investidores privados, mas recusa que o Estado possa deixar de ter o controlo da instituição. “Sou favorável a que a CGD mantenha uma maioria pública de capital, mas estou aberto à abertura de critérios de gestão privados”, afirmou.
Um modelo que procurou implementar na Águas do Porto, enquanto presidente da Câmara da Invicta, mas sem sucesso por falta de adesão dos privados. “Os critérios que impus eram talvez demasiado apertados na defesa do interesse público”, disse.
A manutenção da maioria do capital no Estado visa, de acordo com o líder do PSD, que o banco público não desvirtue o seu papel no financiamento da economia, nomeadamente na questão das PME. “A sua função terá que ser naturalmente de apoio às PME que é o fundamental do tecido empresarial português. No passado, deu o que deu”, diz.
Já antes, com a conversa centrada na II Comissão de Inquérito à gestão da CGD, Rui Rio tinha alertado para as “muito estreitas relações entre alguns devedores e a CGD”. Sobre essas, que terão levado o banco estatal a registar perdas avultadas, a situação “é tão óbvia, que não tenho comentário”. “Tenho a resposta que dará o bom senso”, rematou.
O líder do PSD considerou ainda que as audições que se realizaram nas últimas duas semanas permitiram esclarecer o papel do regulador na situação da CGD. “Se a nossa opinião pelo desempenho do Banco de Portugal, e do ex-Governadores e do atual Governador, era má, penso que ficou um pouco pior ainda”.
Rio criticou Carlos Costa, ironizando com Vítor Constâncio. “O Dr. Vítor Constâncio cometeu diversos erros, até que foi premiado para ir para número dois do Banco Central Europeu”, notou.
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