Governo dá 200 mil euros para táxis elétricos

O nível de apoio varia entre cinco e 12.500 euros por táxi. Tudo depende da idade da viatura substituída a abater.

É taxista? Quer ter um carro elétrico? Esta sexta-feira vai ser lançada uma linha de crédito de 200 mil euros para apoiar a compra de viaturas elétricas, mas também de postos de carregamento. No máximo cada táxi pode receber 12.500 euros.

“O Ministério do Ambiente e da Transição Energética lança, amanhã, sexta-feira, 12, uma linha de financiamento, com uma dotação global de 200 mil euros, para apoiar a compra de táxis elétricos e postos de carregamento, no âmbito dos incentivos à descarbonização e à modernização do setor, através do Fundo para o Serviço Público de Transportes”, revela uma nota de agenda enviada esta quinta-feira às redações. É dado assim seguimento ao anúncio que o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, fez na comissão de Economia, de que seria lançado um novo aviso do programa para a aquisição de automóveis elétricos, apesar de o lançado em 2018 ter “ficado aquém do previsto”. Apenas oito taxistas aderiram à medida.

O apoio começa nos cinco mil euros, mas pode ascender a 12.500, dependendo da “idade da viatura substituída a abater, estando limitado a um veículo por beneficiário”, esclarece a mesma nota.

Para aceder ao apoio os interessados devem entregar uma candidatura através do preenchimento de um formulário online que estará disponível no site oficial do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, onde pode ser consultada toda a informação sobre o aviso. O processo de candidaturas decorre até 31 de julho.

Por outro lado, ainda é possível aos taxistas concorrerem a um apoio de 100% do custo dos postos de carregamento, até ao um limite de dois mil euros por posto.

Esta linha de 200 mil euros soma ao apoio de 100 mil euros anunciado esta quarta-feira, por Matos Fernandes, no Parlamento, para ajudar a modernizar os taxímetros com um novo modelo de faturação. “Para termos estes taxímetros mais modernos e mais integrados com os novos sistemas de faturação, estamos à espera de perceber qual é a receita que resulta da taxa cobrada ao TDVE (transporte de passageiros em veículos descaracterizados), durante o primeiro trimestre, para podermos lançar este novo apoio à instalação dos novos taxímetros”, explicou o ministro.

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