PS deixa PSD isolado na proposta polémica para deputados-advogados
PS queria apertar regime para deputados-advogados, mas alterou postura para viabilizar proposta do PSD mais permissiva. Agora, decidiu recuar e voltou à posição inicial.
O Partido Socialista decidiu recuar à última hora e deixou o PSD sozinho na proposta para que os deputados que são advogados possam continuar ligados a sociedades com processos em curso contra ou a favor do Estado. O PS primeiro queria reforçar impedimentos aos “deputados-advogados”, depois facilitou uma proposta do PSD em sentido contrário ao inicialmente pensado e, por fim, com o adensar das críticas na última semana, voltou a ser contra.
Se a ideia inicial dos socialistas passava por reforçar os impedimentos para os “deputados-advogados”, através do acrescento de um artigo nos estatutos dos deputados que proibia qualquer advogado eleito como deputado a “integrar ou prestar quaisquer serviços a sociedades civis ou comerciais” que tivessem processos que envolvessem o Estado, conforme lembra o Expresso.
Contudo, e sem grandes justificações, na última reunião da comissão da Transparência para votações, o PS optou por viabilizar uma proposta do PSD em sentido contrário, abstendo-se da proposta que permitia que estes deputados continuassem ligados a essas sociedades, desde que não interviessem diretamente nos processos.
Esta mudança de posição do PS gerou uma onda de críticas contra os socialistas que, pressionados, decidiram esta quinta-feira mudar outra vez de opinião: afinal vão recuperar a proposta inicial apresentada. “A solução que tínhamos anteriormente é mais sólida no sentido de não gerar dúvidas”, confirmou Pedro Delgado Alves, deputado socialista, aos jornalistas, adiantando que na reunião da comissão da Transparência marcada para a tarde desta quinta-feira “o PS confirmará a sua proposta inicial”.
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