BE propõe eixo norte-sul com ponte só ferroviária no Tejo
O documento do Bloco para o futuro da ferrovia critica as opções do Governo, mas tem pontos em comum com algumas das propostas do PS no PNI2030.
Num documento que deverá ser apresentado no Parlamento, o Bloco de Esquerda (BE) critica o atual estado da ferrovia, apontando o dedo ao PS, PSD e CDS. Para ultrapassar os constrangimentos que acredita terem sido criados pelo actual e ex-governos, os bloquistas propõem um ambicioso Plano Ferroviário Nacional 2020-2040, no valor de 8,2 mil milhões de euros, que vai recuperar o velho “Pi deitado” dos tempos do TGV, mas agora com “linhas de altas prestações”, avança o Público (acesso pago).
A proposta inclui um corredor vertical norte-sul (com uma nova travessia exclusivamente ferroviária do Tejo e a quadruplicação da zona central da linha do Norte), a partir do qual irradiariam dois corredores horizontais: um de Aveiro, a Mangualde até Vilar Formoso e outro pelo Alto Alentejo para Évora, Elvas e Badajoz.
O primeiro corredor horizontal (Aveiro-Mangualde) já foi chumbado duas vezes pela Comissão Europeia e, apesar de fazer parte do PNI2030, o Governo ainda não o apresentou a Bruxelas. O segundo corredor (Évora-Badajoz) entronca na tal “maior obra ferroviária dos últimos 100 anos” — linha Évora-Elvas, de acordo com o Governo de António Costa, e está prevista para mercadorias, mas também poderá servir passageiros.
Já a ideia do “Pi deitado”, algo que seria designado como “rede principal”, diz o Bloco, vai ao encontro do projeto de Durão Barroso e José Maria Aznar na cimeira da Figueira da Foz de 2003, altura em que o país foi surpreendido com a proposta da multiplicação das linhas de alta velocidade, diz o Público.
O documento que será apresentado pelo partido, e que pretende ser um projeto-lei, critica o atual estado das ferrovias, mas tem propostas com pontos em comum com as intenções do Governo inscritas nos planos Ferrovia 2020 e PNI2030.
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