Corrida aos combustíveis. Há quase três mil postos onde já não há combustível

O distrito de Lisboa é o mais afetado: são já 805 os postos onde não dá para abastecer. Já no Porto, os combustíveis faltam em 395 postos de abastecimento.

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que prossegue esta quarta-feira e por tempo indeterminado, está a causar enormes filas às entradas das bombas de gasolina. E há já vários postos onde nem vale a pena ir, já que as bombas secaram. Ao todo, são já quase três mil postos de abastecimento afetados, avança o site “Já não dá para abastecer”, criado pelos Voluntários Digitais em Situações de Emergência (VOST Portugal).

Através deste site, poderá consultar quais os postos, de norte a sul do país, onde já não é possível abastecer a sua viaturas, incluindo saber qual o tipo de combustível em falta. Entre a falta de gasolina, de gasóleo ou de ambos, são já 2.776 postos onde já não pode abastecer. A maior dificuldade tem sido, contudo, encontrar um posto de abastecimento onde ainda haja gasóleo.

Já em termos geográficos, o distrito de Lisboa e o distrito do Porto são aqueles que registam maior número de postos de abastecimento afetados, ainda que a capital assuma maior destaque. Em Lisboa, são já 805 os postos onde não dá para abastecer, enquanto no Porto há 395 postos afetados.

No distrito de Setúbal há 272 postos sem combustível e, mais a sul, no distrito de Faro, são já 158 postos afetados. Os números avançados pela plataforma dos VOST Portugal estão em constante atualização, estando disponível no site um formulário destinado a quem saiba de mais postos de combustível onde não seja possível abastecer neste momento.

Esta noite, a Associação Nacional de Transportadores públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) estiveram reunidos, com o objetivo de chegar a um consenso. A greve vai continuar, mas foi acordado que, durante a paralisação, será assegurado 30% do abastecimento das bombas de gasolina na região de Lisboa e Porto, isto além do abastecimento de hospitais ou aeroportos.

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