TST suprime autocarros, CP está preocupada. Falta de gasóleo ainda não afeta Carris e STCP

A TST já começou a suprimir autocarros na margem sul do Tejo por falta de gasóleo para os veículos. Carreiras vão ser "progressivamente" reduzidas à medida que vai faltando combustível.

A crise no abastecimento de combustíveis em Portugal, resultante da greve dos trabalhadores que transportam matérias perigosas, começa a ameaçar as empresas de transportes públicos.

A TST, que tem autocarros na margem sul do Tejo, já está a suprimir carreiras por falta de gasóleo e a CP, que também tem comboios movidos a combustível, também está preocupada, admitindo que a situação poderá evoluir “desfavoravelmente” em breve. A Carris e a STCP ainda não registaram problemas. A Transtejo e Soflusa têm combustível até esta quarta-feira, mas garantem uma solução de contingência.

Depois de a TAP ter-se visto obrigada a cancelar um voo esta terça-feira, por falta de combustível nos tanques do aeroporto de Lisboa, há mais uma baixa nos transportes públicos. A TST admite que vai reduzir “progressivamente” as carreiras, à medida que “as reservas forem acabando. “Devido à falta de combustível, informa-se que a TST já se encontra a suprimir serviços”, disse ao Dinheiro Vivo fonte oficial da empresa. Contactada pelo ECO, a empresa ainda não respondeu.

Além da supressão de autocarros, a empresa está a tentar “minimizar os impactos” da greve na mobilidade dos clientes, estando a alterar alguns serviços “de modo a fazer ligação a outros operadores de transporte”.

CP ainda funciona, mas está preocupada

A generalidade dos comboios da CP são elétricos, mas a empresa também tem comboios movidos a combustível. Contactada pelo ECO, a empresa garante que ainda tem reservas, mas admite que a situação poderá agravar-se em breve.

“A CP está a acompanhar a evolução das necessidades de abastecimento dos seus depósitos, em articulação com as entidades competentes e até ao momento, não existe rutura de combustível. No entanto, no contexto atual, a situação poderá evoluir desfavoravelmente”, disse fonte oficial da empresa.

Carris e STCP estão a monitorizar a situação

A crise no abastecimento de combustíveis ainda não afetou a Carris em Lisboa. Mas nem por isso a empresa está desatenta ao problema.

“No que diz respeito à situação atual da Carris, estamos a monitorizar as nossas reservas e a empreender todos os esforços junto dos fornecedores para garantir que não teremos de condicionar o nosso serviço. Para já, temos toda a operação a funcionar com normalidade”, disse ao ECO fonte oficial da empresa.

Do lado da STCP, fonte oficial da empresa recordou ao ECO que “só 38% da frota é que é a diesel”, pelo que, no imediato, ainda existem reservas suficientes para fazer face às necessidades.

Contactadas, a Uber, a RNE e o Metro de Lisboa, ainda não responderam às perguntas enviadas.

Barcos da TTSL têm combustível até quarta-feira

“Os tanques de combustível de abastecimento da Transtejo permitem cumprir o serviço público de transporte de passageiros até às 24h00 do dia 17 de abril, enquanto os tanques da Soflusa permitirão operar até às 24h00 do dia 18 de abril”, respetivamente, quarta e quinta-feira.

A informação foi avançada à Lusa na terça-feira e confirmada ao ECO. No entanto, as empresas que asseguram as ligações fluviais entre Lisboa e margem sul garantem ter a indicação de que a Galp vai “repor o abastecimento dos tanques muito brevemente”.

Ainda assim, as duas empresas prometem ter uma solução de contingência caso os tanques não sejam reabastecidos, como previsto. O plano visa “o abastecimento dos navios da frota por via marítima”.

Taxistas pedem solução urgente ao Governo

A Federação Portuguesa de Táxi (FPT) está desde esta manhã a tentar agendar uma reunião com o Governo para “encontrar uma solução urgente” que permita abastecer os táxis, na sequência da falta de combustível nos postos de abastecimento.

De acordo com o presidente da FPT, Carlos Ramos, o setor do táxi está “neste momento à procura de uma solução” para abastecer as viaturas, nomeadamente nos grandes centros urbanos.

“Queremos que nos arranjem uma solução em especial nos grandes centros urbanos ou os táxis vão parar. Temos colegas horas nas filas para abastecer e depois não há combustível, a Administração Pública e o Governo têm de garantir que há sítios para abastecer as viaturas”, afirmou Carlos Ramos, em declarações à agência Lusa.

O presidente da FPT sugere que os táxis possam abastecer nas reservas das empresas de transportes públicos.

“Têm que nos garantir alguma solução, por exemplo poderem abastecer nas estações das rodoviárias, na Carris em Lisboa e na STCP no Porto ou nos Transportes Urbanos de Braga (TUB), para os grandes centros urbanos tem que se arranjar uma solução”, disse.

(Notícia atualizada às 13h10 com mais informações)

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