Novo Banco põe carteira de imóveis de 500 milhões à venda

  • ECO
  • 18 Abril 2019

Banco liderado por António Ramalho lançou no mercado uma nova carteira de ativos problemáticos. Quer baixar rácio de malparado dos 22,4% para perto dos 12% no final deste ano.

O Novo Banco colocou à venda uma nova carteira de ativos imobiliários com valor contabilístico bruto de 500 milhões de euros, com o objetivo de fechar a transação até final de junho, adianta o Jornal Económico esta sexta-feira (acesso pago).

Trata-se de um portefólio chamado “Sertorius” composto por 200 ativos, cerca de dois terços terrenos não edificados e alguns imóveis industriais, residenciais e comerciais. A maioria destes imóveis está localizada em Lisboa e em Setúbal.

O lançamento deste processo ocorre numa altura em que o banco liderado por António Ramalho tem no mercado mais duas carteiras por fechar. O projeto “Albatros”, que consiste num conjunto de imóveis no valor de 400 milhões de euros em Espanha, está numa fase mais adiantada, devendo ser alienado ao fundo Waterfall, faltando apenas a autorização do Fundo de Resolução. Já o “Nata 2” foi lançado no mercado recentemente. Conforme adiantou o ECO em primeira mão, trata-se de um portefólio de crédito malparado no valor de 3,3 mil milhões de euros, estando na corrida por estes NPL (non performing loans) os fundos Cerberus, Bain e KKR.

Estas operações surgem num contexto em que o Novo Banco procura baixar a sua ainda elevada exposição a ativos tóxicos. O objetivo passa por baixar o rácio de malparado dos 22,4% para perto dos 12%.

Ainda no final do ano passado, o banco fechou dois negócios de grande envergadura: o “Projeto Nata”, no valor de 2,15 mil milhões de euros, foi vendido ao KKR e Lx Partners; o “Projeto Viriato”, respeitante a uma carteira de quase 9.000 imóveis no valor de 715,7 milhões, foi alienada à Anchorage Capital Group.

O Novo Banco registou prejuízos de 1.412 milhões de euros no ano passado, um resultado que foi penalizado sobretudo pela venda de ativos tóxicos. Por causa disto, a instituição pediu 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução, no âmbito do mecanismo de capital contingente que foi criado aquando da venda ao Lone Star. O Programa de Estabilidade prevê mais injeções de 1.000 de euros nos próximos dois anos.

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