EDP segura em bolsa após morte da OPA da CTG

A OPA da CTG morreu. Onze meses depois de ter sido lançada, fracassou na assembleia geral, mas o impacto na bolsa é ligeiro. A EDP está estável, já a Galp castiga o PSI-20.

Depois de mais de dois terços dos acionistas terem votado, na assembleia geral, contra o fim da atual limitação de 25% aos direitos de voto dos acionistas, a OPA da China Three Gorges morreu. Em bolsa, a EDP está estável, apesar das revisões em baixa das avaliações por parte dos bancos de investimento.

Foram 56,6% dos votos dos acionistas presentes na reunião que votaram contra o fim do limites de voto, sendo que este era um dos requisitos para que a OPA avançasse. Mas 11 meses depois, chega ao fim, sem sucesso. A perspetiva de que este fosse o desfecho impede uma reação mais expressiva da elétrica em Lisboa. As ações chegaram a cair 0,5%, mas seguem a valorizar.

EDP estável na bolsa de Lisboa

A elétrica ganha 0,26% para 3,41 euros, mesmo depois de, segundo a Reuters, o RBC ter cortado a recomendação para as ações para “underperform” com a queda da OPA, avaliando cada título em apenas 2,7 euros, contra os 3,26 euros atuais.

Ao mesmo tempo, o banco de investimento melhorou a avaliação da EDP Renováveis para 9,75 euros, de 8,20 euros, elevando a recomendação para “outperform”. Em bolsa, a empresa liderada por Manso Neto ganha 0,69% para cotar nos 8,76 euros.

Este comportamento das EDP é mais do que anulado pela Galp Energia, que ao perder mais de 1% está a pesar no índice de referência da bolsa nacional. O PSI-20 segue a tendência das restantes praças europeias, seguindo a perder 0,43% para 5.333 pontos.

Destaque negativo também para a Altri, que lidera mesmo o movimento de queda em Lisboa ao perder mais de 2%, mas também para o BCP que está a cair 1,05% para 24,46 cêntimos.

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