Clima económico estabiliza, confiança dos consumidores cresce após cinco meses de queda

  • Lusa
  • 29 Abril 2019

Sinais contrários para a economia portuguesa quando se espera um abrandamento. O clima económico estabilizou após dois meses a crescer, a confiança dos consumidores subiu após 5 meses em queda.

A confiança dos consumidores aumentou em abril, depois de ter diminuído nos cinco meses anteriores, interrompendo o movimento descendente iniciado em junho de 2018, enquanto o clima económico estabilizou, segundo estatísticas do Instituto Nacional de estatística (INE).

O INE refere que o indicador de clima económico “estabilizou em abril, após ter aumentado nos dois meses anteriores”.

Já a evolução do indicador de confiança dos consumidores resultou do contributo positivo do saldo das perspetivas relativas à evolução da situação económica do país, da situação financeira do agregado familiar e da realização de compras importantes.

Mas as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar apresentam um contributo negativo para aquele indicador de confiança.

Na indústria transformadora, o indicador de confiança da diminuiu entre janeiro e abril, retomando o movimento descendente iniciado em janeiro de 2018, segundo o INE.

“Nos últimos dois meses, o comportamento do indicador resultou do contributo negativo de todas as componentes, perspetivas de produção, opiniões sobre a procura global e apreciações sobre a evolução dos stocks”, acrescenta o instituto.

O indicador de confiança da construção e obras públicas aumentou em abril, depois de ter diminuído em março, refletindo o contributo positivo das opiniões sobre a carteira de encomendas.

No comércio, o indicador de confiança diminuiu em março e abril, refletindo no último mês o contributo negativo de todas as componentes, opiniões sobre o volume de vendas, sobre o volume de stocks e perspetivas de atividade.

Nos serviços, o indicador de confiança também diminuiu nos últimos dois meses, retomando o movimento descendente registado entre setembro e dezembro do ano passado, e no último mês a redução do indicador resultou da evolução negativa de todas as componentes, opiniões e expetativas sobre a evolução da carteira de encomendas e apreciações sobre a atividade da empresa.

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