Mais de mil clientes bancários reclamam à Deco sobre comissões MB Way

  • Lusa
  • 2 Maio 2019

No dia em que o BPI começou a cobrar comissões pelas transferências MB Way, a Deco avançou ter já "mais de 1.000 reclamações” de clientes bancários que se sentem lesados.

Mais de mil pessoas juntaram-se à Deco para reclamar o fim da cobrança de comissões pelas transferências do serviço MB Way, que a partir de esta quinta-feira aumentaram para 1,20 euros para os clientes do BPI.

“Já temos mais de 1.000 reclamações” de clientes bancários que se sentem lesados com a cobrança de comissões”, disse à Lusa fonte da associação de defesa dos consumidores Deco, no dia em que o banco BPI começou a cobrar comissões pelas transferências MB Way.

Há dois dias, a 30 de abril, numa nota à imprensa, a associação anunciou estar a preparar uma reclamação, em nome dos consumidores, para entregar ao Banco de Portugal a exigir uma “limitação dos custos associados a todas as formas de pagamento e transferências” pelos consumidores.

“Cabe ao Banco de Portugal limitar os encargos aplicados às transferências feitas através do MB Way, já que é esta instituição que valida os preçários dos bancos”, afirma associação.

A Deco defende que aplicar comissões ao M BWay, que replica a utilização do Multibanco, contraria os seus princípios básicos, razão pela qual defende que a cobrança de comissões não deve ultrapassar os limites dos custos imputados aos comerciantes para pagamentos com cartões (0,2% para os cartões de débito e 0,3% para cartões de crédito).

Com o objetivo de transmitir ao Banco de Portugal o impacto da cobrança de comissões para os utilizadores, a Deco apelou a reclamações dos consumidores, que em menos de dois dias atingiram as mil.

O BPI foi o primeiro banco a cobrar pelas operações na aplicação MB Way, tendo a partir de esta quinta-feira aumentado as comissões de 16 cêntimos para 1,20 euros. No seu site oficial, a Deco disponibiliza um formulário de reclamação dos consumidores junto do regulador.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mais de mil clientes bancários reclamam à Deco sobre comissões MB Way

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião