Mário Nogueira ressuscita Familygate para atacar Costa: Deve “ter mais família no Governo que na família tem professores”

Para Mário Nogueira, a acomodação da despesa com o descongelamento do tempo de serviço dos professores no orçamento deste ano era "fácil". O líder da Fenprof critica a atitude do Governo.

Mário Nogueira critica a atitude do Executivo perante os professores, e não se mostra aberto à simpatia do primeiro-ministro. “António Costa escusa de vir dizer que tem até sensibilidade para questões dos professores porque tem na família professores. Se calhar, no Governo ainda tem mais família do que na família tem professores“, atirou o secretário-geral da Fenprof, numa alusão ao Familygate.

Em reação à entrevista do primeiro-ministro, Mário Nogueira critica a atuação do Governo, que diz estar a levar a cabo uma “intoxicação da opinião pública e isolamento dos professores”, numa conferência de imprensa transmitida pelas televisões. O líder da Fenprof acusa ainda o Executivo de conduzir uma “farsa negocial”.

Perante a crise política que se formou em torno do descongelamento do tempo de serviço dos professores, Mário Nogueira reitera que a acomodação dos custos com esta medida “era fácil no Orçamento de 2019”, tendo em conta os valores que já tinham sido consignados, nomeadamente para as aposentações.

Ao empurrar as progressões para os próximos anos, estão a “atirar para cima do próximo Governo” a despesa com esta medida, algo que Costa tinha dito que não queria fazer, aponta Mário Nogueira. Relativamente às contas de quanto custará o descongelamento, a Fenprof diz que “estes milhões todos são para enganar os portugueses”, e “virá-los contra os professores”.

De acordo com o Executivo, a recuperação do tempo de serviço dos professores, e o consequente alargamento da medida às restantes carreiras especiais, custaria 560 milhões de euros além do que já foi aprovado pelo Governo a partir de 2023, 140 milhões de euros por ano se fossem concretizados até ao final da próxima legislatura como prevê o Executivo.

O secretário-geral adianta ainda que na quarta-feira, às 15h00, os professores com 55 anos ou mais, que estão abrangidos pelo regime de pré-reforma, se irão deslocar às delegações para iniciar o pedido. Esta ação “não é uma manifestação”, garante, no entanto, Mário Nogueira.

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