Tensões comerciais ditam segundo dia de perdas em Wall Street

As bolsas norte-americanas continuam sob pressão da súbita escalada das tensões comerciais entre EUA e China. Empresas mais expostas registam perdas de quase 1%. Petróleo também recua.

As bolsas norte-americanas estão a cair pela segunda sessão consecutiva, face aos renovados receios de uma escalada da guerra comercial sino-americana. As negociações continuam condicionadas pela ameaça de um reforço dos impostos sobre bens importados da China feita pelo Presidente Trump.

As informações de que o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, decidiu não cancelar uma viagem aos EUA marcada para esta semana ajudou a aliviar o clima de ansiedade em torno da escalada das tensões comerciais na última sessão. Mas não foi capaz de impedir novas quedas esta terça-feira.

O S&P 500 cai 0,80%, para 2.908,6 pontos, afastando-se, desta forma, do máximo histórico de 2.954,13 que o índice esteve prestes a ultrapassar na semana passada. Já o industrial Dow Jones recua 0,90% e o tecnológico Nasdaq perde 0,93%.

As empresas mais expostas às relações comerciais com a China estão a pesar em Wall Street. A Boeing, que ainda se vê a braços com a crise causada pelos defeitos do avião 737 Max 8, perde 1,40%, para 366,5 dólares. Já a Caterpillar perde 0,66%, vendo os títulos recuarem para os 135,87 dólares.

Na tecnologia, a pressão vendedora continua a pairar sobre a Apple. A fabricante do iPhone também está exposta ao mercado chinês e recua 0,83%, para 206,73 dólares, mas as perdas também estão relacionadas com a investigação lançada pela Comissão Europeia, após uma queixa da startup sueca Spotify relacionada com alegadas práticas anticoncorrenciais.

Nota ainda para as ações da Berkshire Hathaway, que caem 1,16%, para perto dos 210,7 dólares. Os títulos da holding do magnata Warren Buffett ainda não viram ganhos desde a assembleia-geral de acionistas que teve lugar este fim de semana, em Omaha, um evento que atrai milhares de investidores todos os anos.

No campo das matérias-primas, o preço do petróleo continua, igualmente, sob forte pressão nos mercados internacionais. O contrato de WTI para entrega em junho negoceia a 61,44 dólares, uma queda de 1,30% face à cotação de segunda-feira. Em causa, a escalada das tensões entre EUA e Irão, numa altura em que os norte-americanos decidiram deslocar para o Médio Oriente um porta-aviões e bombardeiros perante alegados planos de um ataque aos EUA por parte dos iranianos.

A desvalorização do petróleo também contribui para as perdas registadas em Wall Street. A pressão está a afetar, sobretudo, as empresas do setor petrolífero. Desde logo, a perfuradora Exxon Mobil derrapa 1,30%, para 76,14 dólares.

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