Minas de lítio enfrentam movimento nacional de protesto

  • ECO
  • 14 Maio 2019

Os efeitos do movimento de oposição ao lítio já se fizeram sentir, sobretudo nos projetos que estão mais avançados, mas também em pedidos de prospeção e pesquisa endereçados à DGEG.

O interesse na exploração de minérios e na prospeção geológica do país está a enfrentar uma forte oposição por parte de quem defende a preservação do património ambiental e natural do país, o território e as suas populações. Essa defesa tem vindo a ganhar expressão e já se transformou, até, num movimento de âmbito nacional de oposição ao lítio em Portugal, avança esta terça-feira o Público (acesso pago).

As posições opostas são, aliás, bem visíveis nos dois projetos que estão mais avançados na corrida ao lítio: o projeto de Covas do Barroso, em Boticas, e o projeto da mina do Romano, em Sepeda (Montalegre). Tanto Boticas como Montalegre foram, no ano passado, reconhecidos como Património Agrícola Mundial pela UNESCO.

Nem mesmo a promessa de investimento de muitos milhões de euros e de criação de postos de trabalho são suficientes para convencer a população. Fernando Queiroga, presidente da Câmara de Boticas, disse ao Público que não estava disposto a vender a paisagem e o património por 120 ou 140 empregos. “Prefiro tentar arranjá-los de forma mais sustentável e duradoura, do que estes empregos que chegam aqui e passado uns anos vão-se embora”, afirmou.

Também o pedido de prospeção e pesquisa que a empresa australiana Fortescue fez entrar nos serviços da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) já foi influenciado pela contestação deste movimento de oposição ao lítio. A empresa queria explorar uma área em pleno parque nacional da Peneda-Gerês, mas, na sequência do significativo movimento cívico que se criou, entendeu retirar o pedido.

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