Mais mulheres no BCE? Elisa Ferreira entre as 10 candidatas

  • ECO
  • 15 Maio 2019

A Bloomberg selecionou economistas e banqueiras com qualificações para chegar a cargos de topo no BCE e contrariar o panorama predominantemente masculino. Entre os nomes escolhidos, há uma portuguesa.

A igualdade de género nos cargos de topo do Banco Central Europeu (BCE) continua a falhar. Segundo a Bloomberg, as probabilidades de a instituição financeira conseguir a primeira presidente mulher poderiam aumentar se os governos dos países da Zona Euro olhassem para o talento disponível. Na lista de dez mulheres com qualificações para integrar o conselho de governadores do BCE há uma portuguesa: a vice-governadora do Banco de Portugal, Elisa Ferreira.

“A vice-governadora do banco central português tem um PhD em economia pela universidade britânica de Reading e esteve mais de uma década no Parlamento Europeu, onde defendeu que o BCE alocasse maiores poderes à monitorização da estabilidade financeira“, escreve a Bloomberg. “Foi considerada uma candidata à liderança do supervisor da banca na Zona Euro, mas decidiu não se candidatar quando o cargo foi aberto pelo BCE no ano passado”.

A economista e ex-eurodeputada chegou a ser indicada, no ano passado, como uma das favoritas para a liderança do Mecanismo Único de Supervisão. No entanto, razões de ordem pessoal e profissional (nomeadamente não ter interesse em voltar a sair do país e estar ainda a meio do mandato como vice-governadora do banco central) terão levado a socialista a não concorrer ao lugar.

Elisa Ferreira desistiu, na altura, da corrida e, contactado pelo ECO sobre a possibilidade de a vice-governadora vir a candidatar-se a uma nova posição no BCE, o Banco de Portugal não respondeu até à publicação deste artigo. Quanto à liderança do Mecanismo Único de Supervisão, acabou por ser um homem — o italiano Andrea Enria — a ficar com o lugar anteriormente ocupado por Danièle Nouy.

Após um ano que foram eleitos 13 homens, mas nenhuma mulher, para o conselho de governadores do BCE, há atualmente 25 homens e apenas uma mulher nos cargos de topo do banco central. Além disso, todos os candidatos indicados como potenciais substitutos de Mario Draghi na presidência do BCE são homens.

As restantes nove mulheres que integram a mesma lista que Elisa Ferreira são:

  • Margarita Delgado (vice-governadora do Banco de Espanha)
  • Sylvie Goulard (vice-governadora do Banco de França)
  • Claudia Buch (vice-governadora do Bundesbank)
  • Sharon Donnery (vice-governadora do Banco da Irlanda)
  • Emma Navarro (vice-presidente do Banco Europeu de Investimento)
  • Natacha Valla (vice-diretora-geral para a política monetária do BCE)
  • Laurence Boone (economista-chefe da OCDE)
  • Lucrezia Reichlin (antiga diretora de análise do ex-presidente do BCE Jean-Claude Trichet)
  • Pinelopi Koujianou Goldberg (economista-chefe do Banco Mundial)

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