Elisa Ferreira fora da corrida ao mecanismo de supervisão do BCE

A vice-governadora do Banco de Portugal decidiu não se candidatar à liderança do mecanismo de supervisão europeu. A decisão foi tomada na sexta-feira.

A vice-governadora do Banco de Portugal, Elisa Ferreira, decidiu não se candidatar à liderança do Mecanismo Único de Supervisão, apesar de ser apontada como uma das favoritas, confirmou o ECO junto de fontes próximas da ex-eurodeputada. O cargo é o ocupado por Danièle Nouy.

A eurodeputada tomou a decisão na passada sexta-feira. Nesse dia foi conhecido o seu favoritismo à liderança do Mecanismo responsável pela supervisão dos bancos ao nível europeu.

 

Segundo apurou o ECO, Elisa Ferreira terá recebido incentivos para este novo desafio, mas razões de ordem pessoal e profissional levaram a socialista a não correr ao lugar. A vice-governadora do banco central português está a menos de meio do seu mandato e além disso mostrou pouco interesse e sair outra vez do país.

Esta segunda-feira o Jornal de Negócios avançou que a decisão final da ex-eurodeputada foi a de não se candidatar, uma informação que o ECO confirmou.

Elisa Ferreira é atualmente vice-governadora do Banco de Portugal, instituição na qual se estreou em 2016. Antes, tinha já passado mais de uma década como deputada no Parlamento Europeu, período durante o qual se focou em matérias económicas, financeiras e monetárias.

No Banco de Portugal, a economista é responsável pelo Departamento de Supervisão Prudencial, bem como serve de representante lusa no Conselho de Supervisão do BCE e na Autoridade Bancária Europeia.

Questionado o Banco de Portugal não quis fazer comentários.

(Notícia atualizada às 11h28 com mais informação)

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