Elisa Ferreira entre as potenciais sucessoras de Nouy no mecanismo de supervisão do BCE

O Banco Central Europeu prefere dar a liderança do Mecanismo Único de Supervisão a uma mulher. Fontes ouvidas pela Bloomberg indicam Elisa Ferreira como potencial sucessora de Danièle Nouy.

O Banco Central Europeu (BCE) prefere que as rédeas do seu mecanismo de supervisão fiquem nas mãos de uma mulher, avança a Bloomberg. As candidaturas a esse organismo terminam esta sexta-feira, mas fontes próximas da decisão já apontam a portuguesa Elisa Ferreira, atual vice-governadora do Banco de Portugal, e a irlandesa Sharon Donnery como potenciais sucessoras de Danièle Nouy.

A instituição liderada por Mario Draghi escolherá o seu candidato ou candidata prediletos, cabendo ao Parlamento Europeu aprovar ou não esse nome. “Tendo em conta a ênfase que o BCE tem dado à necessidade de reforçar a diversidade de género, acredito que o género será uma variável importante nessa decisão“, sublinha, em declarações ao mesmo órgão, Mascio Bedendo, professor de Finanças na Audencia Business School.

A opinião do académico fica, de resto, em linha com aquela expressa pelas doze fontes ouvidas pela Bloomberg, que apontam como possíveis nomes a serem fortemente considerados por Draghi os da irlandesa Sharon Donnery e da portuguesa Elisa Ferreira.

Elisa Ferreira é atualmente vice-governadora do Banco de Portugal, instituição na qual se estreou em 2016. Antes, tinha já passado mais de uma década como deputada no Parlamento Europeu, período durante o qual se focou em matérias económicas, financeiras e monetárias.

Importante notar ainda que, no Banco de Portugal, a economista é responsável pelo Departamento de Supervisão Prudencial, bem como serve de representante lusa no Conselho de Supervisão do BCE e na Autoridade Bancária Europeia.

Ferreira é tida pelos responsáveis como uma boa escolha para a liderança do Mecanismo Único de Supervisão, sobretudo numa altura em que os países do sul da Europa estão preocupados com a atitude do BCE em relação aos seus bancos.

Ainda assim, diz quem sabe, Ferreira tem, pelo menos, dois pontos contra si. Por um lado, tem pouco experiência (quando comparada com os restantes candidatos) e, por outro, já há um português (Mário Centeno) num outro cargo de topo das instituições europeias.

Outros candidatos na corrida

Além de Elisa Ferreira, também Sharon Donnery está entre os nomes indicados pelas fontes ouvidas para a liderança do Mecanismo Único de Supervisão. “Ela é resiliente, dura e bem preparada”, sublinha o antigo governador do Banco da Irlanda, instituição na qual ocupou o cargo de vice-governadora

Outros potenciais participantes desta corrida são: Andrea Enria (antigo líder da Autoridade Bancária Europeia), Ignazio Angeloni (que trabalha no BCE há duas décadas) e Fabio Panetta.

O Mecanismo Europeu de Supervisão tem como principais objetivos assegurar a segurança e a solidez do sistema bancário europeu, aumentar a integração e a estabilidade financeiras e garantir uma supervisão coerente. Este organismo é um dos dois pilares da união bancária europeia, a par do Mecanismo Único de Resolução.

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