BCE vê mais riscos para a economia global devido às tarifas e protecionismo

No último boletim económico, o Banco Central Europeu considera que o protecionismo e a subida das tarifas pelos EUA enfraquecem a confiança, elevando os riscos para o crescimento global.

O Banco Central Europeu (BCE) está preocupado com o impacto que o aumento do protecionismo e das tarifas por parte dos EUA pode representar para o crescimento económico global. Os receios da entidade liderada por Mario Draghi são reiterados no último boletim económico, divulgado nesta quinta-feira.

“Os riscos negativos para a economia intensificaram-se em resultado das ações e ameaças relacionadas com os aumentos das tarifas pelos EUA e a possível retaliação pelos países afetados”, alerta o BCE neste boletim, reiterando assim os receios que Mario Draghi já tinha revelado na última reunião de política monetária de 26 de julho.

A entidade responsável pela política monetária da Zona Euro acrescentou ainda que, caso as medidas e ameaças fossem implementadas, tal colocaria a taxa média das tarifas norte-americanas em níveis nunca vistos nos últimos 50 anos.

Apesar dessas preocupações, o BCE não demonstra estar preocupado com o impacto que essas medidas possam ter sobre a economia europeia. Salienta que, embora os riscos externos estejam a aumentar, o crescimento da Zona Euro apresenta-se robusto e os indicadores de curto prazo apontam para uma expansão sólida e ampla.

“A economia da Zona do Euro está a seguir uma trajetória de crescimento sólida e de base ampla, ainda que a um ritmo um pouco mais lento do que em 2017″, explica a entidade liderada por Mario Draghi. Relativamente aos mercados salienta, contudo, que o “risco de um aumento da volatilidade do mercado necessita de monitorização.

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