Acionistas da Euronext aprovam compra da bolsa de Oslo. Negócio deverá ficar fechado em junho

Decisão foi unânime. Na assembleia-geral de acionistas, a aquisição foi aprovada com 100% dos votos a favor.

A última condição que faltava para a Euronext comprar a bolsa de Oslo foi conseguida. Os acionistas da empresa aprovaram com unanimidade a aquisição do índice norueguês na assembleia geral que teve lugar esta quinta-feira. Com todas as condições cumpridas, o negócio deverá ficar fechado até ao final de junho.

“Os acionistas votaram com unanimidade a favor da aquisição de 100% do capital da Oslo Børs pela Euronext, na assembleia geral de acionistas que teve lugar a 16 de maio de 2019 em Amesterdão”, anunciou a dona da bolsa de Lisboa, em comunicado. “A aprovação pelos acionistas era a última grande condição para a conclusão da transação.

Na segunda-feira, a Euronext recebeu luz verde do ministério das Finanças da Noruega. Este era o último requisito regulamentar que faltava já que o supervisor financeiro também já tinha dado o ok. No entanto, o supervisor tinha aprovado não só a Euronext, mas também o Nasdaq que tinha feito uma oferta concorrente. Assim, foi a decisão do Governo norueguês que pôs fim à disputa pela compra de uma das últimas bolsas independentes do norte da Europa.

“As condições precedentes destacadas no documento de oferta da Euronext já foram cumpridas, incluindo a aprovação do ministério das Finanças da Noruega. A Euronext espera satisfazer as restantes condições habituais descritas no documento de oferta e encerrar a transação antes do final do segundo trimestre de 2019“, acrescenta o comunicado.

A Euronext gere atualmente seis mercados financeiros, em Lisboa, Paris, Amesterdão, Bruxelas, Londres (mercado de derivados) e Irlanda. Além de se estar a preparar para entrar no mercado norueguês, anunciou que pretende expandir o negócio cambial na Ásia, com a abertura de um escritório em Singapura, no último trimestre de 2019, esta quarta-feira, na apresentação de resultados.

O grupo lucrou 56,1 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, menos 6,6% do que a igual período de 2018. Apesar de a integração da bolsa de Dublin e de as receitas de listing terem puxado pelas receitas, o disparo de 227,8% (para 3,3 milhões) nas operações não recorrentes penalizou as contas entre janeiro e março.

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