Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 20 Maio 2019

Empresas dos EUA alertadas para riscos na China. Nas ilhas britânicas, Ryanair e Amazon estão sobre pressão. Já em Espanha, Corte Inglés prepara reestruturação e fundos procuram vender ativos.

Os serviços de inteligência norte-americanos reuniram com as principais empresas do país para alertar sobre os riscos de manterem negócios com o mercado chinês, no que foi entendido como mais uma frente da guerra comercial já em curso entre Washington e Pequim. Também sobre pressão, mas por motivos diferentes, estão Ryanair e Amazon, a primeira à conta das falhas da Boeing, a segunda à conta das suas falhas face à legislação laboral. Em Espanha, o El Corte Inglés tem em curso um amplo plano de reestruturação que afetará perto de 10 mil trabalhadores e os fundos de investimento procuram libertar-se dos ativos tóxicos que compraram com elevado desconto à banca espanhola.

The Guardian

Sindicatos pressionam investidores para melhorar condições laborais da Amazon

O GMB, sindicato geral britânico com mais de 630 mil membros, e o Trade Union Share Owners, uma sociedade de fundos de investimento detida pelos sindicatos, organizaram um encontro com vários fundos de investimento e responsáveis de fundos de pensões para denunciarem uma série de abusos laborais que a Amazon estará a cometer no Reino Unido. Procuram desta forma que os investidores na retalhista pressionem a empresa a mudar de práticas, alertando que, caso contrário, e entre as multas e a crescente má imagem pública acabará por levar à desvalorização da companhia. A Amazon conta com 17 armazéns no Reino Unido e mais de 25 mil empregados e recusa negociar com sindicatos.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre/conteúdo em inglês)

Expansión

Corte Inglés avança com reestruturação

O El Corte Inglés está a ultimar os detalhes de uma reorganização à sua estrutura interna. Há pouco menos de um ano, o grupo lançou um concurso a que concorreram as principais consultoras de Recursos Humanos, tendo acabado por adjudicar à AT Kearney uma análise interna a todos os seus departamentos e regiões para desenhar um plano de melhoria de eficiência em todas as áreas que não se dedicam às vendas. O projeto, denominado de “Atenea”, vai prolongar-se até ao final do ano, altura em que a administração dará a conhecer as conclusões da consultora e as decisões tomadas em função delas. A AT Kearney está a estudar os quadros de pessoal e a estrutura interna dos departamentos de vendas, compras, marketing, gestão, recursos humanos ou logística, que envolvem cerca de 9.200 empregados do El Corte Inglés.

Leia a notícia completa no Expansión (acesso condicionado/ conteúdo em castelhano).

Financial Times

Serviços de inteligência dos EUA alertam empresas com negócios na China

Os serviços de inteligência dos Estados Unidos avançaram com uma série de encontros com empresas e grupos norte-americanos para alertarem para os riscos de manter negócios na China, no que é visto como mais um sinal da postura cada vez mais agressiva da Administração Trump a lidar com as relações comerciais entre os dois países. Dan Coats, ex-Senador Republicano e hoje diretor dos serviços de inteligência de Trump, organizou uma série de briefings em conjunto com o FBI e outros serviços de segurança dos Estados Unidos com as grandes tecnológicas do país, mas também com instituições de ensino e fundos de investimento. Segundo fontes ouvidas pelo FT que estiveram presentes nestes briefings, os mesmos têm servido para alertar os riscos associados a manter trocas comerciais com os chineses, sobretudo no que toca ao risco e ciberataques e espionagem industrial.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso livre/conteúdo em inglês)

Wall Street Journal

Boeing 737 passa fatura à Ryanair

A Ryanair alertou os investidores que os seus resultados este ano serão afetados pelo impacto dos problemas relacionados com os Boeing 737 MAX, já que a companhia low cost é a maior cliente europeia destas aeronaves. Segundo a transportadora, as contas dos doze meses terminados em março mostram um lucro de 1,02 mil milhões de euros, uma quebra de 29%, apesar do crescimento de 6% nas vendas. Contudo, e tanto em função dos atrasos nas entregas do B737 MAX encomendados, como do incremento da pressão ao nível das tarifas, a empresa estima que o resultado líquido poderá recuar para entre 850 e 950 milhões de euros no exercício de 2019/2020.

Leia a notícia completa no Wall Street Journal (acesso pago/conteúdo em inglês)

El País

Fundos abutres digerem 40 mil milhões da banca

A banca espanhola, tal como a portuguesa ou a europeia, dedicou os últimos anos a limpar do balanço a maioria dos ativos tóxicos que acumulou ao longo de décadas de práticas creditícias sem grande critério, tendo para isso vendido muitos destes créditos a baixo custo (leia-se a qualquer custo), reconhecendo as perdas nos seus resultados – e fazendo com que investidores ou contribuintes arcassem com as mesmas. Mas estes ativos não desapareceram, tendo sido adquiridos por fundos de investimento a um preço que, em média, representaram descontos de 70%. Contudo, nenhuma entidade ou supervisor controlou ou acompanhou estas vendas de ativos tóxicos, pelo que em Espanha não há qualquer valor oficial sobre as verbas movimentadas. Ainda assim, e de acordo com um estudo da Axis Corporate, fundos como a Cerberus, Blackstone ou Lone Star, terão comprado ativos avaliados em 147,35 mil milhões de euros por cerca de 40 mil milhões de euros, procurando agora forma de os recolocar no mercado.

Leia a notícia completa no El País (acesso livre/ conteúdo em castelhano).

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