Pereira Coutinho já entregou pedido oficial de registo da OPA à SAG

Prazo terminava esta quarta-feira, mas o ECO sabe que o pedido já foi entregue no supervisor. CMVM está agora a analisar a documentação para confirmar o registo.

O pedido de registo da Oferta Pública de Aquisição (OPA) à SAG já foi entregue ao supervisor. A documentação está atualmente a ser analisada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), segundo apurou o ECO. A operação lançada pelo empresário João Pereira Coutinho irá resultar na saída de bolsa da empresa.

O prazo para Pereira Coutinho entregar o pedido de registo da OPA à CMVM terminava esta quarta-feira devido ao prazo legal de 20 dias corridos após o anúncio preliminar, que foi feito a 30 de abril. O ECO sabe que a documentação necessária já foi entregue pelo acionista maioritário.

O supervisor deverá aprovar nos próximos dias a OPA e dar luz verde à operação na qual Pereira Coutinho espera comprar as ações que ainda não detém da SAG. A condição de sucesso da OPA é a compra de, pelo menos, 90% do capital da empresa que até agora tinha como negócio principal a importação e comercialização de automóveis.

Já é imputada ao empresário uma posição de 88,8610% do capital, dos quais 0,0023% são detidos diretamente, 76,7% através sociedade IAMC – Investment And Assets Management Consulting, 10,2% através da SGC Investimentos (que é detida em 100% pela IAMC) e os restantes 0,7069% através da empresa Principal (detida pelo empresário).

A contrapartida oferecida é de 0,0615 euros por cada ação, pagos em numerário. Antes do lançamento da oferta, os títulos da SAG valiam 0,057 euros, na bolsa de Lisboa e, desde então, valorizaram ligeiramente até aos 0,058 euros.

A lei obriga ainda a que a visada seja notificada, o que também já aconteceu. A administração da SAG já se pronunciado, referindo que a contrapartida é “adequada” por corresponder a “um valor superior” ao “que se perspetiva possa vir a corresponder ao valor das ações da SAG Gest” em bolsa. O relatório do conselho de administração acrescenta que o montante incorpora “um prémio muito significativo” face ao valor da cotação à data do anúncio preliminar.

A avaliação tem ainda em conta a situação financeira do grupo passa. No dia em que foi anunciada a OPA, a SAG informou também ao mercado um acordo com a Porsche, o BCP, o BPI, a Caixa Geral de Depósitos e o Novo Banco “com vista a assegurar a sustentabilidade e continuidade do negócio automóvel da SAG, atualmente desenvolvido pela SIVA”.

Este acordo resultou na venda da SIVA (o negócio dos automóveis da empresa) à Porsche pelo valor simbólico de um euro. A SAG e a SIVA requereram ainda, em separado, a abertura de Processos Especiais de Revitalização (PER). No âmbito do PER serão perdoados, a empresas detidas maioritariamente por Pereira Coutinho, 253,2 milhões de euros em créditos subordinados e outros 116 milhões de euros em créditos à banca.

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