Paddy Cosgrave lucra três milhões com Web Summit em Lisboa

Depois de multiplicar por 16 vezes os resultados líquidos no primeiro ano do evento em Lisboa, a empresa de Paddy Cosgrave aumentou ainda mais os lucros no segundo. Ganhou 3,1 milhões.

Lisboa deu um forte impulso aos resultados da Web Summit. Depois da passagem de Dublin para a capital portuguesa ter levado os lucros a dispararem 16 vezes, no segundo ano o evento revelou-se ainda mais rentável. A empresa de Paddy Cosgrave ganhou 3,1 milhões de euros, de acordo com dados obtidos pelo ECO.

De um lucro 128 mil euros em 2015, a empresa irlandesa que organiza o evento de empreendedorismo, a Manders Terrace Limited, passou para um resultado líquido de 2,05 milhões na estreia do Web Summit em Lisboa. E cresceram mais 51% em 2017, beneficiando do aumento das receitas que se aproximaram dos 29 milhões de euros (26 milhões em 2016).

A puxar pelo volume de negócio esteve o aumento do número de visitantes no segundo de três anos que, inicialmente, a Web Summit iria realizar-se em Portugal. No âmbito desse acordo, a empresa de Paddy Cosgrave recebeu também uma comissão que ajudou a puxar pelas receitas, impulsionando os lucros num ano em que os gastos também cresceram de 9 para 12 milhões.

Parceria renovada

As contas da Manders Terrace Limited revelam o crescimento da empresa, sendo Lisboa uma “fatia” relevante no salto que o unicórnio tech irlandês deu. A empresa organiza o Web Summit, maior evento de tecnologia e empreendedorismo do mundo, mas também o Collision, que pela primeira vez se realizou em Toronto, e o Rise, em Hong Kong.

Lisboa foi palco do Web Summit em 2018, pelo terceiro ano, sendo que vai continuar a ser a “casa” deste evento por mais uma década, havendo o compromisso de serem feitas alterações na FIL que permitam albergar um número ainda maior de expositores e de visitantes.

O compromisso com Lisboa, e com Portugal, tem-se refletido num aumento da equipa no mercado nacional. Ainda recentemente a empresa anunciou o recrutamento para a equipa de Portugal. Atualmente na equipa da Web Summit estão mais de 50 engenheiros e o recrutamento nestas áreas deverá continuar a crescer nos próximos tempos, com contratações nas áreas de engenharia e operações.

“A nossa aposta em fazer crescer a operação da Web Summit em Lisboa é um símbolo do nosso compromisso à luz da parceria de dez anos que temos com Lisboa e Portugal. Testemunhámos em primeira mão o quão ativo é o ecossistema tech e de startups em Portugal, atualmente, e estamos entusiasmados por fazer parte dele”, diz a empresa.

Aposta no software

Apesar dos eventos estarem a permitir um crescimento da empresa, Paddy Cosgrave quer ser vista como uma companhia apostada no desenvolvimento e produção de software para conferências.

“Na Web Summit não damos importância a dizerem que o evento com o mesmo nome é o maior do mundo e aqui está a razão: acreditamos que construir uma camada de software que pode melhorar milhões de eventos no mundo é uma oportunidade muito maior”, refere a empresa num documento a que o ECO teve acesso.

“Claro que estamos entusiasmados por ter construído a conferência tech de mais rápido crescimento do século XXI na forma do Web Summit”, mas “a maior oportunidade, do nosso ponto de vista, é abrir a camada do software que construímos a todos os outros”. Este software inclui uma plataforma web e app mobile usada tanto por assistentes como pelos oradores dos eventos, assim como ferramentas de gestão que permitem escalar e facilitar a organização das conferências.

De acordo com a Oxford Economics, em 2017, 1,5 mil milhões de pessoas foram a eventos de negócios, mundialmente, gerando mais de 2,5 biliões de dólares de output e, por isso, este nicho é considerado um dos maiores setores da economia, maior ainda do que a indústria automóvel.

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